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A Barraca

Grupo de teatro fundado em 1976 por Hélder Costa, Santos Manuel e Maria do Céu Guerra, entre outros, tendo-se estreado com a peça A Cidade Dourada. Tentaram, ao longo dos tempos, fazer vincar a expressão de um teatro popular alicerçado numa enorme capacidade comunicativa e poética, ao serviço de uma transformação dos quadros mentais contemporâneos. Os seus espetáculos, nos finais da década de 70 do século passado, foram marcantes, nomeadamente Zé do Telhado (1978) de Hélder Costa, protagonizado por Orlando Costa, Maria do Céu Guerra, Margarida Carpinteiro e Paula Guedes, e especialmente D. João VI (1979) também da autoria de Hélder Costa, e que marcou a afirmação de Mário Viegas no panorama teatral português e brasileiro (onde a peça obteve assinalável êxito), tendo Viegas sido galardoado com o prémio para melhor ator no Festival de Sitges. Durante as décadas seguintes, o grupo encarregou-se de apresentar ao público peças de dramaturgos proibidos no período ditatorial: Dario Fo e os seus Preto no Branco (1980) e Que Dia Tão Estúpido (1998), Bertolt Brecht com Santa Joana dos Matadouros (1984) e Eugène Ionesco com A Cantora Careca (1992) e Rinoceronte (1993). Em 2004, assinou um protocolo com o Ministério da Educação, no sentido de promover a divulgação de peças teatrais de Gil Vicente junto da camada estudantil, tendo efetuado espetáculos itinerantes das peças O Pranto de Maria Parda, Os Renascentistas e A Farsa de Inês Pereira.

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