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A homogeneidade de uma turma heterogénea








A homogeneidade de uma turma heterogénea
(...) é minha convicção que uma turma, em qualquer parte do mundo, deve ser formada por um conjunto de alunos, vindos das mais diferentes classes económicas e sociais...









No início dos anos letivos, quase todos os pais e encarregados de educação querem para o seu educando "uma turma boa", entendendo que esta deverá ter alunos muito aplicados, com "boas notas", muito educados, quase sempre com roupa de marca, "muito"... Tudo "muito"!
Não olhando se o seu educando também é "muito", estes encarregados de educação, na sua boa-fé, interiorizaram que se os outros alunos forem "muito", os deles, por arrastamento, também terão de o ser. Está na nossa forma de pensar, na nossa cultura pedagógica que, numa turma "muito boa", qualquer aluno também é muito bom!
Por outro lado, ninguém quer que seus educandos sejam colocados numa turma "má", entendendo-se por esta palavra, no contexto de uma comunidade escolar, aquela turma em que os alunos são mal-educados, têm mau aproveitamento, faltam às aulas, passam fome (muitas vezes a única refeição do dia é aquela que, à custa do subsídio, a escola lhes dá!), andam sem roupa de marca, cheiram mal, quantas vezes com piolhos...
Mas é minha convicção que uma turma, em qualquer parte do mundo, deve ser formada por um conjunto de alunos, vindos das mais diferentes classes económicas e sociais e, por isso, com perspetivas de vida e conhecimento muito desigual que, enquanto colegas de turma, as devem trocar, perspetivar, divulgar, difundir, nascendo aí uma forte cidadania, conjugada com valores fundamentais a que todos devem obedecer e respeitar.
Devendo a escola preparar os alunos para a vida, não seria nada aconselhável que aqueles levassem na bagagem, uma imagem muito azul ou muito negra de uma sociedade cada vez mais competitiva, cada vez mais heterogénea, cada vez mais globalizante. No meio é onde está a virtude!












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