A Musa Irregular
A Musa Irregular reúne a obra poética completa do autor, coligindo volumes editados, dispersos e inéditos. No trajeto poético coberto pela coletânea, as obras compostas durante e sob o efeito da experiência da guerra colonial têm um papel fundamental na instituição de um sujeito poético que, sobre um fundo de dor e revolta, desenvolverá estratégias de conservação como o distanciamento irónico ou o humor.
A situação limite da guerra, limiar da vida, da humanidade e da própria identidade, impõe um esforço de autocontrolo e de resistência contra a desintegração psíquica ("Abençoado o meu domínio / sobre os nervos desfeitos, shazam!", "Rascunhos e Fragmentos") que marcará a sua escrita poética enquanto recusa de cedência ao lirismo angustiado: "não posso deixar que a tristeza / sujeite estes versos. [...] não me vou deixar / transformar num poeta azedo." ("Animais de Fogo"). Colada à experiência e ao vivido, a poesia de Fernando Assis Pacheco reclama-se de uma total liberdade e opõe-se a qualquer tipo de experiência literária profissionalizada ou institucionalizada ("É favor não pedirem a esta poesia / que faça jeito às alegadas tendências / do tempo nem às vãs experiências / que sempre a deixaram de mão fria", "Soneto contra as Pesporrências"), não se coibindo de tocar conscientemente os limites do antilirismo, deixando-se embeber pelo prosaico e desenvolvendo um trabalho de subversão gramatical.
A singular combinação de traços como a denúncia de alienações coletivas, as pausas líricas para a evocação de afetos e vivências (o pai, a filha, os amores de Coimbra), a declarada "educação maneirista" que acentua o rigor compositivo, a pluralidade de registos, a abertura a uma vanguarda com uma postura subjetiva conferem a A Musa Irregular uma estatuto singular na poesia da segunda metade da época contemporânea.
-
Controvérsias e Estudos Literários (1875-1878)Coletânea de textos críticos dispersos pela imprensa, datada de 1878, em que o autor reconhece uma c
-
Livro de Crítica - Arte e Literatura de Hoje (1868-1869)Livro que reúne vários ensaios de crítica literária, incluindo a conferência "A arte realista", prof
-
Indianas e Portuguesas (1870-1875)Volume de poesias dedicado a Tomás Ribeiro, amigo pessoal do autor. No prefácio, Cristóvão Aires afi
-
Estreias Poético-Musicais para o ano de 1853Coleção de hinos instrutivos sobre o trabalho, a lavoura, a instrução, musicados por F. N. Santos Pi
-
Crónica Geral de Espanha de 1344Redigida em 1344 por D. Pedro, conde de Barcelos, autor do Livro de Linhagens, e refundida em cerca
-
Novos Horizontes (1875-1880)Volume de poesias dedicado à esposa do autor, Maria do Carmo Vaz de Carvalho, e ao poeta António Cân
-
As Moradas 1 & 2Numa poesia definida como "negação determinada de certas evidências ou razões aparentemente plausíve
-
Novos Combates e Críticas (1875-1884)Nova recolha de textos disseminados pela imprensa, classificados pelo autor, Silva Pinto, como "prot
-
Combates e Críticas (1875-1881)Importante coletânea de artigos de Silva Pinto dispersos pela imprensa, publicada em 1882 e prefacia
-
Terceiro Livro de Combates e Críticas (1874-1886)Terceira recolha de textos dispersos pela imprensa, que retoma muitos artigos incluídos em livros an