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afinidade eletrónica

A afinidade eletrónica ou eletroafinidade, cujo símbolo é Ae, consiste na energia mínima posta em jogo quando um átomo isolado, no estado fundamental, capta um eletrão para formar iões mononegativos, também no estado gasoso. Deste modo, a afinidade eletrónica constitui uma medida da facilidade de ionização por captação de eletrões. Quanto maior for o seu valor, maior é a tendência do átomo para ganhar eletrões.

Se se considerar X o átomo de qualquer elemento, a equação que traduz a formação do ião mononegativo é: X (g) + 1 e- → X- (g) + Ae.

Os químicos convencionaram que os valores da afinidade eletrónica são positivos quando há libertação de energia e são negativos quando há absorção de energia.
Como a afinidade eletrónica possui valores muito pequenos à escala atómica, geralmente, exprime-se por mole de átomo (kJ/mol) (afinidade eletrónica molar).

A variação da afinidade eletrónica ao longo da tabela periódica, apesar das irregularidades, diminui ao longo do grupo e aumenta ao longo do período. Logo, os halogéneos são os elementos que apresentam afinidades eletrónicas mais elevadas uma vez que são os elementos que formam normalmente aniões. Os elementos do grupo 18 devido à sua estrutura eletrónica (gás nobre) têm as afinidades eletrónicas mais negativas, o que indica que não formam iões negativos. Os metais, à exceção dos gases nobres, apresentam afinidade eletrónica baixa, pois não possuem tendência para formar iões negativos.


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