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Agostinho de Campos

Escritor, jornalista, pedagogo e político português, Agostinho Celso Azevedo de Campos, nasceu a 14 de fevereiro de 1870, no Porto.
De uma família de pequena burguesia comercial do Porto, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1892, retendo-se brevemente na advocacia e na magistratura, carreiras que não o interessavam, levando-o então a optar pela docência. Entre 1893 e 1894, ensinou língua e cultura portuguesas em Hamburgo (Alemanha), altura em que iniciou a sua colaboração jornalística nos jornais O Primeiro de janeiro e Novidades. Em 1895, quando regressou a Portugal, continuou a publicar artigos sobre literatura, política, pedagogia e linguística em diversos órgãos de imprensa, como n'O Comércio do Porto, no Diário de Notícias e n'O Diário Ilustrado, órgão oficioso do Partido Regenerador Liberal, nos Cadernos de Pedagogia, no Boletim do Instituto de Orientação Profissional, entre outros e também em jornais e revistas estrangeiras. A par com a carreira de jornalista, exerceu simultaneamente o cargo de professor de Alemão no Liceu Central de Lisboa, na Casa Pia, no Liceu Pedro Nunes, no Instituto Superior do Comércio e nas Faculdades de Letras das Universidades de Coimbra (1933-1938) e de Lisboa (1938-1941), jubilando-se nesta última, em 1940. Entre 1906 e 1910, Agostinho de Campos foi diretor-geral da Instrução Pública.
Conferencista e membro da Academia das Ciências de Lisboa, o pedagogo publicou várias obras das quais se destacam: Analfabetismo e Educação (1903), Educação e Ensino (1911), Casa de Pais, Escola de Filhos (1916), O Homem Lobo do Homem: Comentário Leve da Grande Guerra (1921), Latinos e Germanos (1923), Ler e Tresler: Apontamentos de Linguagem e Leitura (1924), Civismo e Política (1935), Língua e Literatura (1939) e Língua e Má Língua: graças da fala e nódoas da escrita (1944).
Agostinho de Campos faleceu a 24 de janeiro de 1944, em Lisboa.

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