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alfabeto grego

O alfabeto grego deriva de formas de escrita como o protosemítico, o norprotosemítico e o fenício. Este último alfabeto, o fenício, foi utilizado diretamente pelos gregos, que o transformaram no século VIII a. C. de modo a utilizar os sons que não existiam em grego para transmitir as vogais. O alfabeto grego que daqui resultou possibilitou a adaptação a todas as outras línguas e foi a base de outros como o etrusco (VII a. C.), os itálicos, o copta (séculos II e III d. C.), o godo (IV d. C.), o arménio (V d. C.), o georgiano, o glagolítico e o cirílico (XIX d. C.). Heródoto, na sua obra História, diz que os Gefireus (povo fenício da Eretria, que teria estreitas relações com o herói mítico Cadmo) se estabeleceram na Beócia e posteriormente em Atenas, tendo introduzido na Grécia o alfabeto. Este foi sofrendo alterações tanto na fonética como na grafia, sobretudo pela mão dos jónios. A lenda que baseia as afirmações de Heródoto é a de Cadmo, que teria saído da Fenícia em busca de Europa, sua irmã que tinha sido raptada por Zeus. Depois de fundar a cidade de Tebas e por inspiração de Apolo, teria entregue os símbolos da escrita aos gregos.
Outros mitos ligados à criação do alfabeto grego, estes já da época romana, relatam a invenção de sete das letras gregas tanto por Mercúrio como pelas Parcas (Átropo, Cloto e Láquese). Epicarmo da Sicília, Palamedes e Simónides teriam por sua vez inventado outras letras a inserir no alfabeto (o mesmo relata Plínio, o Velho, na "História Natural"). Como justificação da sua chegada à Grécia diz Hegino, autor destas fábulas, que Mercúrio terá levado para o Egito as letras gregas, que Cadmo as levou para a Grécia e Evandro para Itália. Carmenta, mãe de Evandro, teria transformado as letras gregas em quinze latinas, e as que sobraram Apolo colocou na sua cítara.
Foram descobertos em Cnossos os primeiros documentos escritos com o alfabeto grego (numa forma conhecida como "linear B"), datados do século XIV a. C.
As letras do alfabeto grego (tendo as primeiras, alfa e beta, dado nome ao sistema alfabético) acabaram por se fixar no número de 24 e a pronúncia dos sons passou por diversas alterações, até ter sido fixada por Erasmo de Roterdão.

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