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angiospérmicas

Divisão de plantas espermatófitas, que constitui o grupo dominante de plantas terrestres. As angiospérmicas dominam a Terra há mais de 100 milhões de anos e estima-se que façam parte desta divisão cerca de 257 400 espécies, distribuídas por cerca de 13 678 géneros. Muitos dos nossos alimentos provêm de algumas centenas de espécies de angiospérmicas.
As angiospérmicas (Angiospermae/Antophyta) são plantas lenhosas ou herbáceas, caracterizadas pela presença de lenho com vasos lenhosos, com ou sem traqueídos, flores geralmente com perianto, óvulos encerrados num pistilo fechado, geralmente constituído pelo ovário, estilete e estigma e a ocorrência de fecundação dupla, em que a segunda fecundação dá origem ao endosperma.
As angiospérmicas são tradicionalmente divididas em dois grupos principais, as monocotiledóneas – plantas produtoras de sementes com um só cotilédone - e as dicotiledóneas - plantas produtoras de sementes com dois cotilédones. No entanto, esta divisão é contrariada por dados morfológicos e de análise de sequências de DNA das angiospérmicas, os quais indicam que o grupo das dicotiledóneas é parafilético. Com base nestas informações, as angiospérmicas são divididas em três grupos principais: magnoliídeas, monocotiledóneas e eudicotiledóneas.
As primeiras angiospérmicas surgiram no Jurássico e tiveram uma evolução rápida. Sendo de fácil dispersão, deram origem a uma variedade grande de plantas adaptadas a meios distintos.
O êxito alcançado pelas pteridospérmicas na conquista da terra firme atingiu o seu máximo com as angiospérmicas, em virtude de um conjunto de alterações que lhes permitiram uma melhor adaptação face às suas necessidades de água e sais minerais. Assim, a formação do câmbio, a posição do xilema e do floema, uma troca eficaz de gases e vapor de água, uma proteção adequada para evitar perdas excessivas de água e, por fim, o desenvolvimento de espécies caducifólias, que facilitou a sobrevivência das plantas no inverno, constituíram fatores que contribuíram para uma boa adaptação ao meio e consequente evolução.
O tipo de reprodução, em que o pólen é transportado até ao gametófito feminino, assegurou a sobrevivência fora de água, da mesma maneira que a produção e dispersão das sementes permitiram a sua grande difusão.

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