ave
A classe das aves é constituída por cerca de 9000 espécies, número que só é ultrapassado entre os vertebrados pela classe dos peixes. Estão distribuídas por todo o mundo, podendo ser encontradas nas florestas e desertos, montanhas e pradarias e sobre todos os oceanos. São conhecidas quatro espécies no Polo Norte e uma no Polo Sul. O que distingue as aves de todos os outros animais são as penas, uma característica que está diretamente relacionada com duas das mais importantes características da biologia das aves: a endotermia e o voo.
Os animais endotérmicos utilizam o calor produzido pelo seu próprio metabolismo para manter constante a elevada temperatura do corpo. A temperatura média de uma ave é de 41 ºC, vários graus mais alta que a temperatura dos mamíferos. A evolução das penas pode ter sido um passo crucial no desenvolvimento da endotermia, pois esta característica ajuda a conservar o calor e, assim, a manter a temperatura do corpo mais alta do que a do ambiente. Devido ao seu elevado nível metabólico, as aves foram capazes de ocupar os mais diversos habitats desde o Equador aos Polos.
Há uma grande uniformidade na estrutura das aves. Após cerca de 150 milhões de anos de evolução, durante os quais proliferaram e se adaptaram a diferentes tipos de vida, não há grande dificuldade em reconhecer uma ave como tal. Além das penas, todas as aves têm os membros anteriores adaptados ao voo (contudo, também podem não ser utilizados para voar). Os membros inferiores estão adaptados à marcha, natação ou para se empoleirar. Todas têm bico córneo e todas põem ovos. Provavelmente toda esta grande uniformidade estrutural e funcional está relacionada com o voo. Este facto reduz significativamente a diversidade, muito mais evidente noutras classes de vertebrados. Por exemplo, as aves não têm a diversidade dos mamíferos, cuja classe inclui formas tão diferentes como as baleias, o porco-espinho, o ornitorrinco, o morcego, etc. Nas aves toda a anatomia se desenvolve para o voo, o que determinou uma mudança evolutiva muito significativa. As asas podem ser órgãos de sustentação e de propulsão. Os ossos são mais leves e servem como armazéns de ar. O sistema respiratório é altamente eficiente, permitindo o intenso metabolismo necessário para o voo e a termorregulação que garante uma temperatura constante do corpo. As aves também possuem um sistema digestivo que transforma rapidamente e de modo eficiente uma dieta rica em energia. O seu sistema nervoso controla os órgãos dos sentidos, especialmente uma significativa capacidade de visão que ajuda a resolver os complexos problemas do voo e da alta velocidade.
O estudo das aves fósseis e atuais permite concluir que descendem dos répteis. As penas têm a mesma origem que as escamas dos répteis. Os membros anteriores modificam-se e transformam-se em asas. O esqueleto das aves é constituído por ossos leves e finos, com cavidades cheias de ar (ossos pneumáticos). Têm temperatura constante superior às dos mamíferos e um coração com quatro cavidades. Na maioria, o externo apresenta uma saliência em forma de quilha, o que permite a ligação de fortes músculos peitorais que facilitam o movimento das asas. Possuem bico córneo sem dentes.
Esta classe já foi considerada como dividida em duas subclasses: a das ratites, ou aves corredoras de asas muito reduzidas, com externo sem quilha, e a das aves voadoras. Atualmente, divide-se em 27 ordens de igual categoria, das quais a dos passeriformes inclui mais de metade das espécies conhecidas.
Os animais endotérmicos utilizam o calor produzido pelo seu próprio metabolismo para manter constante a elevada temperatura do corpo. A temperatura média de uma ave é de 41 ºC, vários graus mais alta que a temperatura dos mamíferos. A evolução das penas pode ter sido um passo crucial no desenvolvimento da endotermia, pois esta característica ajuda a conservar o calor e, assim, a manter a temperatura do corpo mais alta do que a do ambiente. Devido ao seu elevado nível metabólico, as aves foram capazes de ocupar os mais diversos habitats desde o Equador aos Polos.
Há uma grande uniformidade na estrutura das aves. Após cerca de 150 milhões de anos de evolução, durante os quais proliferaram e se adaptaram a diferentes tipos de vida, não há grande dificuldade em reconhecer uma ave como tal. Além das penas, todas as aves têm os membros anteriores adaptados ao voo (contudo, também podem não ser utilizados para voar). Os membros inferiores estão adaptados à marcha, natação ou para se empoleirar. Todas têm bico córneo e todas põem ovos. Provavelmente toda esta grande uniformidade estrutural e funcional está relacionada com o voo. Este facto reduz significativamente a diversidade, muito mais evidente noutras classes de vertebrados. Por exemplo, as aves não têm a diversidade dos mamíferos, cuja classe inclui formas tão diferentes como as baleias, o porco-espinho, o ornitorrinco, o morcego, etc. Nas aves toda a anatomia se desenvolve para o voo, o que determinou uma mudança evolutiva muito significativa. As asas podem ser órgãos de sustentação e de propulsão. Os ossos são mais leves e servem como armazéns de ar. O sistema respiratório é altamente eficiente, permitindo o intenso metabolismo necessário para o voo e a termorregulação que garante uma temperatura constante do corpo. As aves também possuem um sistema digestivo que transforma rapidamente e de modo eficiente uma dieta rica em energia. O seu sistema nervoso controla os órgãos dos sentidos, especialmente uma significativa capacidade de visão que ajuda a resolver os complexos problemas do voo e da alta velocidade.
Esta classe já foi considerada como dividida em duas subclasses: a das ratites, ou aves corredoras de asas muito reduzidas, com externo sem quilha, e a das aves voadoras. Atualmente, divide-se em 27 ordens de igual categoria, das quais a dos passeriformes inclui mais de metade das espécies conhecidas.
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Como referenciar
ave na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ave [visualizado em 2026-06-09 07:47:15].
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