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biosfera

O planeta Terra pode considerar-se dividido em várias esferas, de acordo com a sua composição e estado físico: a atmosfera (formada por gases, sendo o azoto o elemento predominante), a hidrosfera (engloba todos os meios onde a água é o elemento dominante - rios, oceanos, etc.), a litosfera (parte superficial rígida do globo terrestre, formada por rochas) e a biosfera, a qual pode ser definida como o conjunto formado por todas as espécies vivas e os meios em que elas evoluem.
A biosfera não apresenta limites espaciais definidos, sendo considerada como o conjunto de todos os territórios e áreas onde a vida é permanente. Os elementos predominantes são o carbono e a água, a qual entra em elevada percentagem na composição de todos os seres vivos, exceção feita a algumas formas de vida dormentes, como é o caso das sementes, que se apresentam, regra geral, desidratadas, sendo a quebra da dormência (início da vida ativa) marcada por uma prévia hidratação.
A biosfera apresenta relações dinâmicas com todas as outras esferas: obtém água da hidrosfera, oxigénio da atmosfera, libertando nela dióxido de carbono, ocupa partes da litosfera, hidrosfera e camadas baixas da atmosfera, sendo que, inclusivamente, alguns dos componentes da litosfera são de origem orgânica (exemplo: calcário conquífero), assim como partes significativas do fósforo, cálcio e carbono que compõem as rochas. Mas, se por um lado se encontra um número elevado de componentes originários da biosfera no mundo não vivo, o inverso não é estritamente verdadeiro, já que o alumínio e o silício, elementos predominantes do mundo mineral, apenas estão presentes em concentrações residuais nos seres vivos.
A biosfera é caracterizada por um enorme dinamismo energético, originada quer pela energia que capta do Sol, armazenando-a nos compostos químicos elaborados no decurso da fotossíntese, quer pela energia (exemplo: térmica) que liberta para o meio, e ainda pela sua influência nos ciclos geoquímicos, logo, no fluxo de energia do planeta.
O homem é apenas um dos muitos organismos vivos que habitam a biosfera, mas devido às suas características muito particulares, acaba por ser um dos mais importantes fatores condicionantes da própria biosfera por causa do impacte das suas atividades no meio ambiente, muito superior ao de qualquer outro animal. Os fatores conducentes a este elevado impacto do homem na biosfera, devem-se a dois fatores:
- o aumento contínuo da população, em resultado do aumento da esperança média de vida, sendo vulgar o convívio de três ou mesmo quatro gerações, devido ao emprego de métodos tecnológicos (medicamentos, alimentação, etc.);
- consumo exagerado de matérias-primas e energia, o que acarreta uma sobre-exploração dos recursos naturais e perda de biodiversidade.
A tomada de consciência do impacto da atividade humana na biosfera levou a que a UNESCO e o Conselho da Europa criassem uma rede de Reservas da Biosfera, isto é, locais onde o património natural, genético e paisagístico permanece inalterado, não adulterado pelo homem.

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