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Brasil

Geografia
País da América do Sul. A República Federativa do Brasil tem 26 estados e um Distrito Federal e é o quinto maior país do globo, com uma área de 8 511 965 km2 e uma costa atlântica de 7400 km. Faz fronteira com todos os países da América do Sul, à exceção do Equador e do Chile. A sul do Brasil localiza-se o Uruguai, a sudoeste a Argentina, o Paraguai e a Bolívia, a oeste com o Peru, a noroeste a Colômbia, e a norte a Venezuela, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa.
As principais áreas metropolitanas do Brasil são: São Paulo, com 19 960 000 habitantes (2009), Rio de Janeiro (11 800 000 hab.), Belo Horizonte (5 736 000 hab.), Porto Alegre (4 034 000 hab.), Recife (1 536 900 hab.), Salvador (2 676 000 hab.), Fortaleza (2 447 000 hab.), Curitiba (1 746 800 hab.), Brasília - a capital (3 789 000 hab.) -, Campinas (1 080 900 hab.), Belém (1 137 900 hab.), Manaus (1 802 000 hab.) e Goiânia (1 300 000 hab.).
Entre as principais regiões naturais, merecem realce a Amazónia, uma floresta equatorial da América do Sul, o Pantanal e o Planalto Brasileiro.
O Pantanal é uma das maiores planícies do mundo, cobrindo uma área comparável à da península Ibérica. Ao Brasil pertence uma área de 150 mil quilómetros quadrados no Estado do Mato Grosso, que todos os anos, entre outubro e março, é inundada pelos rios pertencentes à bacia do Paraguai. O Pantanal foi transformado em reserva ecológica, defendida pela Constituição Brasileira desde 1988, onde vivem 80 espécies de mamíferos, 230 de peixes, 650 de aves e mais de 1100 variedades de borboletas. A norte de Cuiabá, ainda no Pantanal, fica um planalto de terra vermelha onde se encontram cachoeiras, e a leste encontram-se piscinas de água com elevadas temperaturas. A lei que defende a fauna e a flora do Pantanal é implacável. Os tempos em que se roubava peixe acabaram e a pesca de rede está proibida, assim como a caça a qualquer outro animal.
A Amazónia, também chamada pulmão da Terra, é uma região de floresta equatorial da América do Sul que ocupa 40% da área total do Brasil. A Amazónia é formada pela bacia do rio Amazonas, com 7 047 000 km2, que é o maior rio do mundo em volume de água, e ao longo do qual crescem as grandes extensões de floresta. Faz fronteira com as terras altas da Guiana, a norte, com os Andes a oeste, com o planalto central do Brasil a sul e com o oceano Atlântico, a este. É a floresta mais rica e a que contém a maior reserva biológica de todo o globo. Possui milhões de espécies de insetos e as mais variadas plantas, árvores e aves, muitas das quais permanecem ainda desconhecidas dos cientistas. A vida animal é bastante rica e inclui macacos, jaguares, roedores, manatins e tapires, entre outros. A partir do século XX, com o crescimento populacional, o homem foi conquistando cada vez mais terras à Amazónia. Os madeireiros têm aqui um manancial para o seu negócio. Mesmo assim, a Amazónia tem resistido aos ataques dos homens. Muitos são os grupos ambientalistas que continuam a erguer a bandeira da defesa e da conservação da Amazónia.
No período de 1981 a 1990, o Brasil perdeu em cada ano 36,7 milhares de km2 de floresta, a maior área do mundo. Em segundo lugar esteve a Indonésia, com 12,1 milhares de km2 ao ano.

Clima
Na Amazónia o clima é equatorial, com elevadas temperaturas médias e precipitações ao longo de todo o ano. Para sul, o clima passa a tropical húmido, com alternância entre a estação das chuvas e a estação seca. As regiões mais meridionais apresentam um clima subtropical húmido, com maiores oscilações térmicas ao longo do ano. No Nordeste, o clima é semiárido.

Economia
O Brasil é a maior potência económica da América Latina. A modernização que o país tem sofrido nas últimas décadas alterou a estrutura da sua economia, na medida em que a produção de matérias-primas para exportação tem um peso cada vez menor na economia brasileira, ao mesmo tempo que a produção industrial e o setor terciário têm sofrido grande crescimento. O país possui grandes potencialidades em praticamente todos os setores.
Em termos agrícolas, o Brasil é o maior produtor mundial de café, produzindo também quantidades elevadas de milho, soja, cana-de-açúcar, algodão, trigo, bananas, laranjas e cacau. A pecuária, em especial a criação de bovinos, tem registado um aumento significativo. A exploração florestal constitui, igualmente, uma atividade muito importante, quer na exportação de madeiras preciosas quer no fornecimento de matéria-prima para o fabrico de papel e celulose; a antiga produção de borracha natural encontra-se muito circunscrita.
Quanto aos recursos minerais e energéticos, são enormes as reservas de ferro, estanho, bauxite, carvão, crómio, magnésio, urânio, zinco, ouro, diamantes, petróleo e gás natural. A imensa rede hidrográfica proporciona um elevado potencial hidroelétrico.
A indústria, concentrada sobretudo nos estados do sul e do sudeste, dedica-se à transformação de produtos agrícolas, pecuários e florestais, produzindo também maquinaria, automóveis, aço, produtos químicos, têxteis e calçado.
O turismo representa uma enorme fonte de receitas, sendo mais significativo no litoral.
O Brasil faz parte do Mercosul (Mercado Comum da América do Sul). Os principais parceiros económicos são os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão, a Argentina e a Itália.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas,1999), é de 1,8.

População
O Brasil possui uma população de 203 430 000 habitantes (est. 2011), o que corresponde a uma densidade de 21,86 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 16,56%o e 6,17%o. A esperança média de vida atinge 71,97 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,777 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,770 (2001). Etnicamente, a população é composta por brancos, mulatos, mestiços, índios e negros. Apesar de não ter abandonado as suas crenças e os seus ritos, a população é maioritariamente católica. A língua oficial é o português.

Arte e Cultura
Uma das características do povo brasileiro são os ritmos musicais alimentados por percussões, como os do olondum, que Paul Simon, descobriu ou as superstições das mãe de santo que nos leem o destino.
O samba é a música mais popular deste país, internacionalizada por personalidades da música e do cinema, como a atriz Carmen Miranda, que conquistou a popularidade em filmes realizados em Hollywood e em peças de teatro na Broadway. É a música obrigatória do Carnaval, festividade anual, de relevo nacional e internacional, festejada um pouco por todo o país, principalmente no Rio de Janeiro, onde se realiza o concurso de escolas de samba, que desfilam no chamado "sambódromo". O Brasil é um país com um longo currículo no meio musical, de onde se destacam nomes como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque de Hollanda, Gal Costa, Ney Matogrosso, Ivan Lins, Elis Regina e Daniela Mercury.
É também um país de escritores, sendo de relevar nomes como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Ariano Suassuna, Cecília Meireles, Erico Veríssimo e Paulo Coelho, entre muitos outros.

História
Habitado por índios sul-americanos, o Brasil foi colonizado pelos Portugueses após 1500, ano da chegada de Pedro Álvares Cabral à costa brasileira. Nos finais do século XVI, da capitania de S. Paulo começaram a sair expedições rumo a oeste, em busca de índios, mão de obra necessária para as roças e para as grandes plantações de cana-de-açúcar, do Nordeste. Os escravos índios eram mais baratos do que os africanos e a descoberta do ouro, em 1722, nas margens do rio Cuiabá, marcou o início irreversível do movimento migratório até às terras longínquas do Mato Grosso. Em Salvador, os Portugueses começaram a erguer uma cidade fortificada para defesa dos interesses lusos contra a ameaça de Holandeses e Franceses. O comércio do açúcar e dos escravos floresceu e gerou fortunas. Salvador era conhecida pelas suas igrejas forradas a ouro e pelas luxuosas casas senhoriais.
Em 1808, com as invasões napoleónicas em Portugal, o rei D. João VI transferiu a capital de Lisboa para o Rio de Janeiro. Em 1821 a família real regressou a Portugal, mas o príncipe D. Pedro permaneceu como regente. Um ano depois, declarou o Brasil monarquia independente e foi-lhe dado o título de Imperador Pedro I. O seu filho, Pedro II, persuadiu um grande número de portugueses a emigrar, e assim a região central do Brasil conheceu algum desenvolvimento, embora em grande parte devido à escravatura. Em 1888 a escravatura foi abolida e em 1889 foi fundada a república. Os anos seguintes foram de crise social e económica, que acabou por levar Getúlio Vargas à presidência. Durante a sua governação foi considerado um ditador suave, até que o exército o forçou a resignar ao cargo de presidente. Em 1945 o general Eurico Dutra tornou-se presidente. Em 1951 Vargas regressou, mas suicidou-se três anos depois. Sucedeu-lhe Juscelino Kubitschek. Uma década depois o exército impôs à força restrições ao poder do presidente e criou o cargo de primeiro-ministro. Um referendo trouxe de novo o sistema presidencial ao Brasil em 1963. Um ano depois, através de um golpe de estado, o general Castelo Branco assumiu o poder sob a forma de ditadura. Proibiu a existência de partidos políticos, à exceção de dois, criados artificialmente para defenderem os interesses do seu governo. Em 1967, Branco nomeou o marechal Costa e Silva seu sucessor e foi adotada uma nova Constituição; dois anos depois este foi deposto por uma junta militar, ficando o poder entregue ao general Ernesto Geisel, que iria ser substituído pelo também general Batista de Figueiredo, em 1978, e só um ano depois de Batista de Figueiredo passou a ser permitida a livre existência de partidos políticos. Mas os últimos anos de presidente foram desastrosos para a economia brasileira. Em 1985, Tancredo Neves tornou-se o primeiro presidente de um governo civil em 21 anos. Chefiou o país por pouco tempo porque faleceu. José Sarney, seu vice-presidente, continuou o seu trabalho e a sua política. A Constituição foi de novo emendada e passou a haver eleições presidenciais diretas. Em dezembro de 1989, Fernando Collor de Melo foi eleito presidente. Em setembro de 1992 foi alvo de um processo de corrupção, foram-lhe retirados os poderes pelo Congresso Nacional e foi proibido de exercer qualquer cargo público. Collor de Melo foi substituído por Itamar Franco. Em 1994 Collor de Melo foi acusado de corrupção passiva. Em outubro de 1994 Fernando Henrique Cardoso foi eleito presidente.
No ano 2000 comemoraram-se os quinhentos anos da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral (a 22 de abril de 1500). Quer em Portugal quer no Brasil, realizaram-se uma série de eventos alusivos à descoberta, realçando os feitos de outrora e os valores de hoje.
A 27 de outubro de 2002, Luís Inácio Lula da Silva tornou-se o novo presidente do Brasil, tendo sido reeleito quatro anos mais tarde.

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