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calcário

O calcário é uma rocha sedimentar constituída por calcite (carbonato de cálcio), incluindo, por vezes, também carbonato de magnésio. Este, pode conter, no entanto, outros minerais de carbonato como é o caso da aragonite e a dolomite, encontrando-se este último mais na pedra calcária dolomítica.
A grande parte das rochas de precipitação química é de natureza carbonatada. A água meteórica não é pura, mas sim uma solução diluída de ácido carbónico. Este é um ácido fraco resultante da combinação da água com o dióxido de carbono existente na atmosfera. As águas pluviais sendo ácidas reagem com os calcários, formando-se hidrogenocarbonato de cálcio, solúvel na água. Por variações de pressão e temperatura, o hidrogenocarbonato de cálcio torna-se instável e precipita sob a forma de carbonato de cálcio, libertando-se dióxido de carbono, constituindo-se desta forma a maior parte das rochas calcárias.
Os calcários podem apresentar estruturas extraordinariamente diferentes e originarem-se em circunstâncias ecológicas muitíssimo variadas, mas a maioria forma-se em ambientes marinhos. Por outro lado, podem ser originados em águas doces de pouca profundidade por precipitação química do carbonato de cálcio ou a partir de organismos com esqueleto calcário (protozoários, coraliários, moluscos, entre outros).
Das diversas formas de calcário existentes as mais importantes são: os calcários comuns, os calcários recifais, os calcários oolíticos, a cré, os travertinos, os calcários lumachélicos e as estalactites, estalagmites e colunas.
Os calcários comuns são rochas compactas com aparência macroscópica não cristalina, constituídas essencialmente por grãos finos de calcite. Apresentam cores diversas desde a branca, negra, bege, amarela, cinzenta, vermelha, castanha e cor-de-rosa.
Os calcários recifais são rochas carbonatadas de origem animal, formadas por restos de polipeiros (coraliários) unidos por um cimento natural calcário.
Os calcários oolíticos resultam da precipitação da calcite em capas concêntricas em volta de partículas finas suspensas na água (argilas e conchas de microrganismos). Os oolítos assim formados têm dimensões semelhantes a ovos de peixes, sendo posteriormente aglomerados por um cimento calcário natural. Estes apresentam geralmente cor branca ou cores de tons claros.
A cré é uma rocha branca, pulverulenta e baça, com aspeto semelhante ao giz, constituída por conchas de microrganismos aglomeradas por um cimento natural de calcário.
Os travertinos são rochas compactas e cristalinas, formadas por precipitação do carbonato de cálcio em fontes termais.
Os calcários lumachélicos são constituídos por conchas de moluscos aglomeradas por um cimento natural calcário ou argiloso. As conchas são visíveis a olho nu.
Por fim, as estalactites são formações calcárias de calcite que pedem dos tetos de grutas e cavernas. Apresentam forma cónica, sendo vulgar a presença de um orifício central por onde circula a água e, em torno do qual, precipita a calcite.
As estalagmites são igualmente formações de calcite que se elevam do solo de grutas e cavernas. Estas não apresentam o orifício central por onde circula a água.
As colunas são formações que resultam da união entre uma estalactite e uma estalagmite.
O calcário é uma rocha sedimentar que, juntamente com o granito, é a pedra mais utilizada no nosso país. Aparece a sul do Tejo e nas zonas de exceção do granito.
Os calcários duros são utilizados para alvenarias e cantarias, pedra para pavimentação e como inertes para betão.
A pedra calcária, ainda se utiliza como matéria prima para o fabrico de cimento juntamente com argila, e no fabrico de ligantes hidráulicos.
O calcário apresenta o inconveniente de constituir uma pedra geladiça, isto é, é uma rocha que fratura por influência da compressão provocada pelo aumento de volume de água quando gela. Este fenómeno designa-se por gelavidez.

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