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Carlos Cruz

Apresentador e jornalista de televisão e rádio, Carlos Cruz nasceu em 1942, em Parceiros de São João, Torres Novas, tendo ido viver para Angola com apenas quatro anos.
Regressado a Portugal, frequentou o Instituto Superior de Engenharia, em Lisboa, mas abandonou o curso de Engenharia Eletrotécnica para se dedicar à rádio na Emissora Nacional, onde fazia relatos e outros programas desportivos. Em 1962 foi aceite como locutor de televisão na Radiotelevisão Portuguesa para conduzir entrevistas e apresentar o Totobola e a programação. Foi evoluindo dentro do canal televisivo até que em 1969 fez o programa Zip-Zip, em parceria com Raul Solnado e Fialho Gouveia, um dos mais influentes e famosos apresentadores da televisão portuguesa.
Para além de trabalhar na rádio e televisão, no início da década de 70 também se dedicou à música, tendo produzido discos de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
Pouco antes do 25 de abril de 1974 pediu, na RTP, para abandonar o cargo de locutor e logo a seguir à revolução passou a ser diretor adjunto de Informação. Ainda em meados da década de 70 passou pelos Estados Unidos da América para desempenhar a função de porta-voz da delegação da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque. Mas depressa regressou a Portugal e ocupou o cargo de diretor de programas da RTP por duas vezes, em 1976 e 1979. Foi o responsável pela introdução das telenovelas brasileiras em Portugal ao comprar Gabriela, Cravo e Canela à TV Globo.
Na década de 80, dividiu o seu sucesso pela rádio, onde fez programas como o Pão com Manteiga na Rádio Comercial juntamente com Mário Zambujal, e pela televisão. Aqui o grande êxito foi o 1, 2, 3, concurso estreado em 1984 que atribuiu prémios de elevados valores e alcançou grandes audiências.
Em 1990, fundou a CCA (Carlos Cruz Audiovisuais), empresa produtora de programas para televisão que inicialmente celebrou diversos contratos com a RTP mas que viria posteriormente a causar graves problemas financeiros a Carlos Cruz.
Problemas de saúde e uma passagem mal sucedida pelo canal privado TVI como diretor de programas marcaram uma fase negativa da vida do apresentador entre 1993 e 1996, que acabou por voltar a trabalhar na RTP como entrevistador. Em 1998, tornou-se presidente da Comissão Executiva da candidatura de Portugal à organização do Europeu de Futebol de 2004, cargo em que foi bem sucedido. Regressou depois à televisão, desta vez ao canal privado SIC, onde apresentou, entre outros, Noites Marcianas, um programa diário de entretenimento e debate. Afastou-se profissionalmente dos meios de comunicação em 2003.

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