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Caucasianos

O termo caucasiano foi definido em 1795 por J. F. Blumenbach, para definir aquilo que se acreditava ser uma das cinco "raças" do Mundo: os europeus eram os caucasianos, os asiáticos os mongóis, e os africanos os etíopes, para além dos americanos e malaios.
Aquele antropólogo alemão achava que a origem dos europeus estava na região do Cáucaso, onde se tinha produzido um tipo humano branco de grande beleza e perfeição. O Cáucaso é um maciço montanhoso situado ente o mar Negro e o mar Cáspio, que atravessa a região da Caucásia, onde se situam atualmente, entre outros, os países do Azerbaijão, Geórgia e parte da Arménia. Blumenbach defendia que os primeiros humanos tinham sido brancos, já que era mais fácil aos brancos tornarem-se morenos do que o contrário. Este termo, que não tem, nem nunca teve, qualquer fundamento científico ou fundamento na tradição das civilizações, foi usado até ao século XX nas sociedades ocidentais ou em sociedades influenciadas pela cultura ocidental.
O conceito de divisão dos seres humanos em "raças" também está patente em outros conceitos, igualmente sem qualquer razão científica, como foi o caso do termo ariano utilizado na Europa por Max Müller e Joseph Arthur de Gobineau para sustentar a noção de uma raça e civilização superiores em termos biológicos, físicos, intelectuais e culturais.
O conceito de caucasiano, bem como toda a divisão em tipos humanos de Blumenbach, e o de arianismo sustentaram o tráfico e a escravatura de africanos no mundo ocidental e estiveram tanto na origem da discriminação de tipo racial contra os judeus na Alemanha nacional-socialista como no regime de apartheid sul-africano.
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