Christian Jacq
Escritor e egiptólogo francês, nascido em 1947, em Paris, e veio a ser o autor francês mais lido no mundo.
O fascínio pelo Egito surgiu aos treze anos ao ler uma obra sobre a história da civilização do Antigo Egito. Jacq, que já escrevia poesia, dedicou-se desde essa idade a escrever romances com o Egito por pano de fundo. Até aos 18 anos escreveu oito romances, que contudo não publicou.
Aos 21 anos publicou o seu primeiro livro, um ensaio sobre as afinidades entre o Egito Antigo e a Idade Média. Entretanto já havia abandonado os estudos de Filosofia para se dedicar à Arqueologia e Egiptologia na Universidade da Sorbonne, em Paris, onde viria a obter o doutoramento. A sua tese, Le Voyage dans l'autre monde selon l'Egypte ancienne: épreuves et métamorphoses du mort d'après les textes de pyramides et les textes de sarcophages, viria a ser publicada em 1986.
No entanto, antes já publicara diversos ensaios, um dos quais, L'Egypte des grands Pharaons (O Egito dos Grandes Faraós), de 1981, foi distinguido pela academia Francesa.
Apesar de lançar bastantes obras, o sucesso como romancista só viria a surgir em 1987 com Champollion l'Egyptian (Champollion, o Egípcio). Em 1992, com L'Affaire Toutankhamon (O Caso Tutankhamon), ganhou o prémio Maisons de la Presse, entregue pela Imprensa francesa, e entre 1993 e 1994 a trilogia Le Juge d'Egypte (O Juiz do Egito) vendeu mais de 300 mil exemplares.
Em 1995 Christian Jacq lançou o projeto de contar, em romance, a vida de Ramsés II, tendo escrito cinco volumes. O conjunto desta obra, também lançada em Portugal, vendeu mais de onze milhões de exemplares em todo o mundo, fazendo de Christian Jacq o escritor francês mais lido do planeta.
Em 2000 iniciou um outro projeto bem sucedido, a saga em quatro volumes Pierre de Lumière (A Pedra de Luz), que foi traduzida em 23 línguas e vendeu mais de cinco milhões de exemplares
Para além de romances e ensaios, o autor também lançou álbuns ilustrados sobre o Egito e livros infantis. Christian Jacq, sob o pseudónimo J. B. Livingstone e Christopher Carter, escreveu alguns romances policiais contemporâneos.
Christian Jacq dedica-se também à pesquisa no terreno em diversos sítios onde há vestígios do Antigo Egito, assim como publica textos hieroglíficos.
Juntamente com a mulher fundou e dirigiu o Instituto Ramsés, destinado a criar uma base fotográfica do Egito para preservar os sítios arqueológicos ameaçados.
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