cocaína
A cocaína é uma droga alcaloide extraída da coca, um arbusto (Erythroxylun coca) natural dos planaltos dos Andes, sobretudo no território da Bolívia, Colômbia e do Peru.
Isolada quimicamente, pela primeira vez, do arbusto que lhe dá o nome, a cocaína foi inicialmente usada como um anestésico local, de aplicação tópica, apresentando uma ação vasoconstritora, que permitia reduzir o sangramento cirúrgico. O seu uso estendeu-se para outros campos, tendo inclusivamente sido usada com fins terapêuticos por Sigmund Freud, autor do método psicanalítico, ou como tónico e estimulante na Europa e na América, até que as suas propriedades viciantes e nefastas fossem conhecidas. A folha de coca foi usada durante séculos pelos povos nativos da América do Sul, que a mastigavam para ajudar a suportar a fome, a sede e o cansaço, sendo, ainda hoje, consumida em alguns países sob a forma de chá (a absorção do princípio ativo, por esta via, é muito baixa), tendo feito parte da composição inicial da Coca- Cola.
Depois de refinada, a cocaína surge à venda sob a forma de um pó branco e cristalino (hidrocloreto de cocaína), sendo consumido, sobretudo, por inalação, mas podendo também sê-lo por via intravenosa. Este alcaloide pertence ao grupo das drogas estimulantes, atuando ao nível do sistema nervoso central, onde provoca a acumulação de neurotransmissores nas sinapses, o que conduz a um estado de euforia, sensação de poder e de ausência de medo e ansiedade, provocando agressividade, excitação física, mental e sexual. No entanto, o efeito é de curta duração (de 30 a 45 min.), o que leva o indivíduo a repetir o consumo com elevada frequência.
O consumo de quantidades excessivas (intoxicação aguda) leva a disfunções do sistema nervoso central e neurovegetativo, com perca de apetite, taquicardia, hipertensão arterial, tremores, delírio, alucinações e convulsões, podendo advir colapso do aparelho respiratório e morte. O uso continuado e frequente (intoxicação crónica) leva a atividade cerebral alterada, com ocorrência de delírio e paranoia, semelhante ao quadro esquizofrénico, com aumento da agressividade. Pode ainda surgir morte neuronal, perca da memória e diminuição da capacidade de atenção e análise, diminuição de peso, desmaios recorrentes e cefaleias persistentes, para além de outras complicações secundárias. É referida, frequentemente, a sensação de insetos a correr sobre a pele, típica dos cocainómanos.
Quando o consumo é interrompido, não surgem sintomas físicos de abstinência, havendo, no entanto, dependência psíquica da sensação de prazer associada ao consumo. Geralmente, não ocorre habituação, o que significa que os efeitos se mantêm constantes, com a mesma dose.
A overdose é pouco frequente, sendo devida, sobretudo, a existir em circulação cocaína com diferentes graus de pureza, o que faz que a concentração de canabinóide não seja constante, para uma mesma quantidade (gramas).
Isolada quimicamente, pela primeira vez, do arbusto que lhe dá o nome, a cocaína foi inicialmente usada como um anestésico local, de aplicação tópica, apresentando uma ação vasoconstritora, que permitia reduzir o sangramento cirúrgico. O seu uso estendeu-se para outros campos, tendo inclusivamente sido usada com fins terapêuticos por Sigmund Freud, autor do método psicanalítico, ou como tónico e estimulante na Europa e na América, até que as suas propriedades viciantes e nefastas fossem conhecidas. A folha de coca foi usada durante séculos pelos povos nativos da América do Sul, que a mastigavam para ajudar a suportar a fome, a sede e o cansaço, sendo, ainda hoje, consumida em alguns países sob a forma de chá (a absorção do princípio ativo, por esta via, é muito baixa), tendo feito parte da composição inicial da Coca- Cola.
Depois de refinada, a cocaína surge à venda sob a forma de um pó branco e cristalino (hidrocloreto de cocaína), sendo consumido, sobretudo, por inalação, mas podendo também sê-lo por via intravenosa. Este alcaloide pertence ao grupo das drogas estimulantes, atuando ao nível do sistema nervoso central, onde provoca a acumulação de neurotransmissores nas sinapses, o que conduz a um estado de euforia, sensação de poder e de ausência de medo e ansiedade, provocando agressividade, excitação física, mental e sexual. No entanto, o efeito é de curta duração (de 30 a 45 min.), o que leva o indivíduo a repetir o consumo com elevada frequência.
Quando o consumo é interrompido, não surgem sintomas físicos de abstinência, havendo, no entanto, dependência psíquica da sensação de prazer associada ao consumo. Geralmente, não ocorre habituação, o que significa que os efeitos se mantêm constantes, com a mesma dose.
A overdose é pouco frequente, sendo devida, sobretudo, a existir em circulação cocaína com diferentes graus de pureza, o que faz que a concentração de canabinóide não seja constante, para uma mesma quantidade (gramas).
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Como referenciar
cocaína na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$cocaina [visualizado em 2026-06-09 14:55:40].
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