Comércio Grego Mediterrânico
Para se compreender o comércio grego no mediterrâneo deve-se ter em conta o acentuado contraste entre a Grécia rural e a Grécia marítima. O desenvolvimento económico verificou-se a partir do século VI a. C. O maior problema com que a Grécia se debatia era a falta de eficácia da rede viária e dos transportes nas ligações das grandes cidades.
Esta dificuldade provocava inevitavelmente o aumento dos preços dos produtos condenando à estagnação os locais mais interiores ou as cidades que não se encontravam apetrechadas com bons portos. Por isso, não só a indústria não se desenvolveu como a agricultura também não evoluiu, exceto em Esparta. Se isto se passava nas cidades interiores ou desprovidas de portos, o mesmo já não acontecia nas cidades costeiras, que se desenvolveram em larga escala.
Uma das causas desta prosperidade foi uma melhoria das artes de navegação ao longo do século VI a. C. que teve reflexo na marinha de guerra e no melhor apetrechamento das esquadras, que desempenharam um importante papel no combate à pirataria no Mediterrâneo. A construção de navios mercantes veio, definitivamente, afetar de forma positiva o comércio no mediterrâneo.
A maior capacidade de carga das embarcações assim como a introdução de técnicas que permitiam uma navegação mais +precisa e veloz merecem destaque numa altura em que a maioria ainda operava sem bússolas, mapas ou faróis. Simultaneamente, assistiu-se à ascensão de cidades detentoras de bons portos, nomeadamente, Atenas, Rodes, Siracusa e Alexandria, entre outras. A proliferação das carreiras resultou num abaixamento dos preços dos produtos transportados. O bom nível de transações ficou a dever-se também ao aumento do volume de produção de produtos industriais ou agrícolas proporcionando o seu escoamento nos mercados externos.
Esta abertura foi especialmente benéfica para se alcançar a Itália e o Egito por via marítima através do Mediterrâneo. Era através do Mediterrâneo que se transacionavam grandes quantidades de cereal, comércio monopolizado pelos grandes comerciantes devido aos riscos e altos custos que este tráfego comportava. Atenas, através do seu porto, tornou-se numa verdadeira cidade cosmopolita a ela aportando mercadorias de todo o Mediterrâneo e, com estas, novas culturas.
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