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comportamento antissocial

Designa-se por comportamento antissocial a existência de condutas e atitudes crónicas e contínuas de violência e transgressão perante os outros. Está presente um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que inicia na infância ou adolescência e persiste na idade adulta. Estes comportamentos fazem parte dos indivíduos que sofrem de psicopatia ou sociopatia. Mas nem todos os indivíduos que sofrem de comportamento antissocial se transformam em psicopatas.
Segundo Cleckey, um sujeito com comportamentos antissociais não é um indivíduo psicótico, mas sofre de um comportamento muito caótico e fracamente sintonizado às exigências da realidade e da sociedade, o que poderia indicar uma psicose subjacente.
Os comportamentos específicos ajustam-se a várias categorias: pequenos delitos, agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade ou roubo, ou séria violação de regras.
Os indivíduos com padrão de comportamento antissocial não se conformam com as normas existentes dentro dos parâmetros legais e têm sérias dificuldades na adaptação a uma vida com regras sociais.
Segunda uma perspetiva psicodinâmica, os pacientes antissociais frequentemente apresentam uma história de negligência infantil ou abuso por figuras parentais. Para Mahler, estas pessoas não atingiram o nível evolutivo da constância objetal e como tal falta-lhes um objeto interno maternal tranquilizador. Este é substituído por um introjecto agressivo.
Este comportamento está muitas vezes associado a uma patologia narcisista e a ausência de remorso.
A ausência de qualquer sentido moral nestes indivíduos é uma das características que os fazem parecer completamente destituídos de qualquer carácter de humanidade. Normalmente esta é uma das perturbações de comportamento mais comummente relacionadas com atos criminosos.


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