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comunidade biótica

Uma comunidade biótica - por exemplo, a comunidade de uma floresta - é o conjunto de todos os organismos vivos vivendo em conjunto e interatuando numa determinada área. Da mesma maneira que a população apresenta características próprias como a densidade e a taxa de dispersão, a comunidade tem as suas características próprias, como a diversidade, a vegetação prevalecente, a estabilidade e a estrutura trófica.
A diversidade da comunidade - isto é, a variedade das espécies de organismos que a constituem - apresenta dois componentes. Um é a riqueza de espécies, ou seja, o número total das diferentes espécies da comunidade. A segunda propriedade é a forma prevalecente da vegetação, considerada a situação climática do local. Por exemplo, árvores caducifólias encontram-se em zonas temperadas, onde são dominantes, enquanto as coníferas se encontram na zona de taiga.
A estabilidade da comunidade biótica consiste na resistência que ela apresenta à mudança e a sua capacidade de regressar à composição que tinha inicialmente, antes de ser pertubada. A estabilidade depende da natureza das perturbações. Por exemplo, uma floresta dominada por cedros é bastante estável e pode durar centenas de anos com pequenas mudanças das espécies que a constituem. Contudo, depois de um incêndio que tenha destruído as espécies dominantes, a floresta torna-se menos estável e provavelmente demorará muito tempo para voltar à sua composição original.
A quarta característica referida, a estrutura trófica, baseia-se nas relações alimentares entre as várias espécies constituintes da comunidade. A estrutura trófica da comunidade determina a passagem de energia e nutrientes das plantas e de outros seres fotossintéticos para os herbívoros e destes para os carnívoros.
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