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controlo de gestão

A gestão operacional e estratégica das empresas implica a definição de objetivos cuja prossecução é efetuada através da tomada de decisões a vários níveis. Após a tomada das referidas decisões torna-se, no entanto, necessário que os gestores das várias áreas funcionais da empresa procedam ao denominado controlo de gestão no sentido de garantir que os objetivos delineados sejam efetivamente alcançados.
O controlo de gestão tem assim como funções principais: por um lado, prevenir a ocorrência de situações indesejáveis que possam desviar a empresa dos objetivos a que se propôs e, por outro, promover ações que a conduzam o mais rapidamente possível a esses mesmos objetivos.
Em termos práticos, o controlo de gestão pressupõe a existência de objetivos delineados, muitas vezes através da elaboração de orçamentos, planos e metas, que se assumem como linha de orientação para o desenvolvimento da empresa no período ao qual se referem. Nesse contexto, o controlo de gestão tem como funções a comparação entre a performance prevista para a empresa aos mais diversos níveis (vendas, recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, política de existências, produção, recursos humanos, etc.) e aquela que efetivamente se vai verificando e, a partir daí, a tomada de decisões corretivas no caso de se detetarem desvios face ao previsto.
Para uma atuação eficaz, a ferramenta fundamental do controlo de gestão é a informação, que deve ser acima de tudo fiável e rápida, na medida em que informação errada e/ou tardia pode ter efeitos perversos.
A obtenção de informação por parte dos responsáveis pelo controlo de gestão deve naturalmente estar adequada às suas necessidades e é feita fundamentalmente com base nos dados contabilísticos da empresa. Desde logo, os mapas de gestão fundamentais são uma ferramenta importante. No entanto, o controlo de gestão exige informação mais específica, que normalmente se traduz na elaboração de relatórios de três tipos fundamentais: demonstrações financeiras periódicas simples, incluindo tabelas de suporte, construídas com objetivos de controlo; demonstrações de controlo periódicas mais limitadas no tempo; informação específica acerca de determinados itens.
Apesar de o sistema contabilístico ser por norma a fonte de informação mais importante e utilizada, os responsáveis pelo controlo de gestão auscultam muitos outros aspetos da vida da empresa, como a satisfação dos clientes, o absentismo, os esquemas de produção, o controlo de qualidade, etc. Também os dados relativos à concorrência assumem grande importância a nível do controlo de gestão.
À medida que os responsáveis pelo controlo de gestão vão tendo acesso à informação vão aferindo da performance efetiva da empresa comparativamente com a planeada. Se não forem verificadas diferenças relevantes, não se torna necessária a tomada de decisões de correção ou eventualmente a revisão dos objetivos previamente delineados. Tal já será, no entanto, necessário no caso de se verificar a existência de problemas, designadamente performances de determinadas áreas abaixo do esperado.


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