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Cortes de Évora

A cidade de Évora acolheu a realização de Cortes doze vezes, entre 1282 e 1535. Pela sua importância histórica, destacam-se quatro dessas reuniões. Nas Cortes de 1436, D. Duarte fez aprovar impostos para custear a sua expedição a Tânger, perante alguma resistência dos representantes dos concelhos. Como se sabe, a expedição não correria de feição aos interesses portugueses. Na menoridade de D. Afonso V, em 1442, deu-se nas Cortes de Évora o afastamento definitivo do poder da rainha D. Leonor, ficando o infante D. Pedro a ocupar sozinho a regência, que fora confiada a ambos nas Cortes de Torres Novas de 1438. Também foram tomadas medidas para a defesa do reino, uma vez que o rumo dos acontecimentos podia levar a um ataque da parte de Castela, movido pelos familiares da rainha. Em 1475 tinha já há muito D. Afonso V assumido a governação do reino. Entre muitas outras questões tratadas, foi aprovada uma ajuda em dinheiro para a intervenção do rei em Castela, a defender os interesses da Beltraneja.
Finalmente, as Cortes de 1481 ficaram marcadas por uma formalidade extremamente significativa: no contexto de um amplo projeto de centralização do poder na pessoa do monarca, os presentes fizeram um juramento de obediência a D. João II, facto que ocorreu pela primeira vez.

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