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D. João V (Memorial do Convento)

Historicamente, Rei de Portugal desde 1 de janeiro de 1707, D. João V (1689-1754), filho de D. Pedro II e de Maria Sofia de Neuburgo, adquire o cognome de Magnânimo devido à promoção de obras grandiosas como o Convento de Mafra. Casa em 1708 com D. Maria Ana da Áustria, de quem tem seis filhos, entre os quais D. José (sucessor no reino), D. Maria Bárbara (futura rainha de Espanha), e D. Pedro (consorte de D. Maria I). Das relações fora do casamento (incluindo com a madre Paula do Convento de Odivelas) tem outros filhos.

Em Memorial do Convento, José Saramago caracteriza-o como megalómano, infantil, devasso, libertino e ignorante, que não hesita em utilizar o povo, o dinheiro e a posição social para satisfazer os seus caprichos.
Poderoso e rico, D. João V, medita "no que fará a tão grandes somas de dinheiro, a tão extrema riqueza", e anda preocupado com a falta de descendente, apesar de possuir bastardos. Promete "levantar um convento em Mafra" se tiver filhos da rainha Maria Ana Josefa, com quem tem relações para cumprimento do dever, em encontros frios e programados. A sua pretensão vai realizar-se com o nascimento da princesa Maria Bárbara e, apesar da deceção por não ser um menino, mantém a promessa de que "Haveremos convento." (Cap. VII).
Em Memorial do Convento, o rei, que com "medo de morrer" decide a sagração da basílica de Mafra para o dia do seu aniversário (22 de outubro de 1730), surge, diferente da História, ridicularizado.
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