Daisy May Bates
Defensora dos arborígenes, Daisy May Bates nasceu em 1861, em Tipperary, na Irlanda. Em 1894 emigrou para a Austrália por motivos de saúde. Depois de um período como jornalista em Londres, seria encarregada pelo The Times para investigar as condições de vida dos aborígenes, averiguando acusações de maus tratos infligidos pelas autoridades. Regressou, assim, à Austrália, em 1899. A partir desta data, viveu a maior parte da sua vida (mais de 35 anos) no norte e oeste deste país, entre tribos remotas, junto das quais era conhecida carinhosamente como "Kabbarli" (avó). Foi também membro de expedições antropológicas de Radcliffe-Brown. Estudou os costumes, as crenças e os dialetos dos aborígenes, compilando notas detalhadas sobre estes, e trabalhou empenhadamente para a melhoria das suas condições de vida, como enfermeira, professora ou organizando campos de acolhimento para os mais velhos.
Daisy Bates foi igualmente uma crítica do trabalho dos missionários junto das tribos nativas australianas, considerando que aqueles procuravam alterar os costumes e crenças dos aborígenes, convertendo-os a um mundo que lhes era completamente estranho. O seu trabalho foi oficialmente reconhecido pelo governo australiano, que lhe atribuiu uma comissão para o estudo de tribos específicas e a elegeu como Protetora dos Aborígenes. A tal função dedicaria toda a sua vida, tendo-lhe sido atribuído o título de Commander of the British Empire, em 1933. Muitas das suas notas e memórias foram publicadas em The Passing of the Aborigines (1938). Outra obra importante de Bates é The Passing of the Aborigines: A Lifetime Spent among the Natives of Australia (1938, com segunda edição em 1966).
Em 1943, com mais de oitenta anos, ainda trabalhava entre os aborígenes e decidiu ir viver para junto de uma tribo do sul da Austrália, mas a doença obrigou-a a regressar a Adelaide e a retirar-se do ativo. Morreria em 1951, em Adelaide.
Daisy Bates foi igualmente uma crítica do trabalho dos missionários junto das tribos nativas australianas, considerando que aqueles procuravam alterar os costumes e crenças dos aborígenes, convertendo-os a um mundo que lhes era completamente estranho. O seu trabalho foi oficialmente reconhecido pelo governo australiano, que lhe atribuiu uma comissão para o estudo de tribos específicas e a elegeu como Protetora dos Aborígenes. A tal função dedicaria toda a sua vida, tendo-lhe sido atribuído o título de Commander of the British Empire, em 1933. Muitas das suas notas e memórias foram publicadas em The Passing of the Aborigines (1938). Outra obra importante de Bates é The Passing of the Aborigines: A Lifetime Spent among the Natives of Australia (1938, com segunda edição em 1966).
Em 1943, com mais de oitenta anos, ainda trabalhava entre os aborígenes e decidiu ir viver para junto de uma tribo do sul da Austrália, mas a doença obrigou-a a regressar a Adelaide e a retirar-se do ativo. Morreria em 1951, em Adelaide.
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Como referenciar
Daisy May Bates na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$daisy-may-bates [visualizado em 2026-06-09 22:47:59].
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