delírio
Delírio é uma alteração aguda e reversível da função cognitiva. Psicoses delirantes agudas, delírio onírico, delírios maníacos e depressivos, delírio esquizofrénico e reação deliróide são algumas situações em que ocorre o delírio.
Jaspers define o delírio com sendo um juízo patologicamente falseado e que apresenta três características:
- Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável.
- Impenetrabilidade e incompreensibilidade psicológica para o indivíduo normal, bem como impossibilidade de sujeitar-se às influências de quaisquer correções, seja através da experiência ou da argumentação lógica.
- Impossibilidade de conteúdo (da realidade).
Esta tríade proposta por Karl Jaspers é aceite pela psicopatologia clássica.
Diante de um paciente delirante, cuja rutura com a realidade é evidente, não é possível demover tal conteúdo do pensamento mediante qualquer tipo de argumentação. Caso o paciente se deixe convencer pela argumentação da lógica, razoavelmente elaborada pelo interlocutor, decididamente não estaremos diante de um delírio, mas sim de um engano por parte do paciente ou de uma formação deliróide. Para ser delírio a convicção deve ser sempre inabalável. A argumentação racional não deve afetar a realidade distorcida ou recriada de quem delira, independentemente da capacidade convincente e da perseverança daquele que se empenhar nesta tarefa infrutífera.
Caso o delírio se apresente de forma a sugerir um determinado mecanismo defensivo contra uma forte ameaça psíquica, normalmente angustiante, falamos em delírio secundário ou ideia deliróide, neste caso é consequência de um estado afetivo subjacente e perfeitamente relacionável com uma vivência expressiva, por isso secundário.
A ideia delirante, ou delírio, espelha uma verdadeira mutação na relação eu-mundo e é acompanhada de uma mudança nas convicções e na significação da realidade. O delirante encontra-se imerso numa nova realidade que desorganiza a sua própria identidade e desorganiza a relação entre o sujeito e o objeto, entre o interno e o externo, ou seja, entre o eu e o mundo.
A pessoa que sofre de delírios não tem capacidade para pensar aquilo que quer pensar, não tem possibilidades de admitir alternativas, falta-lhe opção de raciocínio e é obrigada a conduzir-se estritamente nos trilhos estabelecidos pela sua doença.
Jaspers afirmava que o verdadeiro delírio é um fenómeno primário por excelência. Ele queria dizer psicologicamente incompreensível para o homem normal, portanto, sem nenhuma semelhança com eventuais vivências psíquicas que somos capazes de representar coerentemente. Estas ideias resultam totalmente estranhas para nós, sendo, por isso, impenetráveis.
As características formais do delírio são: perda do juízo da realidade, conteúdo impossível e irreal e influenciável à experiência, impermeável à argumentação lógica, afastamento da realidade, conversão no eixo da existência do sujeito que leva a condutas inadequadas.
A natureza do material delirante pode ser alucinatório, interpretativo, imaginativo ou misto.
O tema é o argumento ou ficção formada pelas ideias delirantes subordinadas a temáticas mais ou menos desenvolvidas, de tal maneira que o sujeito delirante é o protagonista principal, não as vive como ficção mas sim como realidade absoluta, elaborando a sua existência através desta ficção.
Os temas de delírio são variados:
- Influência - são ideias delirantes de influência ou de ação exterior sentidas como uma influência do pensamento, dos afetos ou dos atos.
- Auto-relacionação - são delírios de sentimento de hostilidade do ambiente virada contra si, como por exemplo, casos em que as pessoas não o tratam como deveriam, riem-se dele e observam-no, referindo-se a ele em conversas.
- Perseguição - delírio sentido como havendo uma agressividade externa virada contra o sujeito para provocar prejuízo, danos ou prejuízo corporal, por exemplo, envenenamento ou morte, prejuízo moral, por exemplo, casos em que o sujeito sente que lhe são dirigidos insultos ou calúnias, e prejuízo material, tais como sofrendo de roubo, expulsão, etc.
- Autodesvalorização.
- Ciúme - delírio de ciúme em que o indivíduo tem a convicção de infidelidade do parceiro sexual.
- Grandeza - delírio em que existe uma expansão do eu com euforia e sentimentos de omnipotência, tais como filiação ilustre, invenção genial, missão divina.
- Místico-religioso - delírio em que existe a convicção de estar em ligação com o mundo divino ou diabólico e com o sentido oculto das coisas.
As manifestações clínicas de alteração de cognição e comportamento associadas com delírio são extremamente variáveis em tipo e gravidade e podem alternar com o tempo. Podem incluir sonolência, ansiedade, inquietação, incapacidade para concentração, perda de memória, agitação, confusão, desorientação, discurso alterado, labilidade emocional e alucinações visuais e auditivas.
Os distúrbios de cognição e comportamento podem determinar que o paciente provoque dano físico a si próprio e aos outros.
Jaspers define o delírio com sendo um juízo patologicamente falseado e que apresenta três características:
- Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável.
- Impossibilidade de conteúdo (da realidade).
Esta tríade proposta por Karl Jaspers é aceite pela psicopatologia clássica.
Diante de um paciente delirante, cuja rutura com a realidade é evidente, não é possível demover tal conteúdo do pensamento mediante qualquer tipo de argumentação. Caso o paciente se deixe convencer pela argumentação da lógica, razoavelmente elaborada pelo interlocutor, decididamente não estaremos diante de um delírio, mas sim de um engano por parte do paciente ou de uma formação deliróide. Para ser delírio a convicção deve ser sempre inabalável. A argumentação racional não deve afetar a realidade distorcida ou recriada de quem delira, independentemente da capacidade convincente e da perseverança daquele que se empenhar nesta tarefa infrutífera.
Caso o delírio se apresente de forma a sugerir um determinado mecanismo defensivo contra uma forte ameaça psíquica, normalmente angustiante, falamos em delírio secundário ou ideia deliróide, neste caso é consequência de um estado afetivo subjacente e perfeitamente relacionável com uma vivência expressiva, por isso secundário.
A ideia delirante, ou delírio, espelha uma verdadeira mutação na relação eu-mundo e é acompanhada de uma mudança nas convicções e na significação da realidade. O delirante encontra-se imerso numa nova realidade que desorganiza a sua própria identidade e desorganiza a relação entre o sujeito e o objeto, entre o interno e o externo, ou seja, entre o eu e o mundo.
A pessoa que sofre de delírios não tem capacidade para pensar aquilo que quer pensar, não tem possibilidades de admitir alternativas, falta-lhe opção de raciocínio e é obrigada a conduzir-se estritamente nos trilhos estabelecidos pela sua doença.
Jaspers afirmava que o verdadeiro delírio é um fenómeno primário por excelência. Ele queria dizer psicologicamente incompreensível para o homem normal, portanto, sem nenhuma semelhança com eventuais vivências psíquicas que somos capazes de representar coerentemente. Estas ideias resultam totalmente estranhas para nós, sendo, por isso, impenetráveis.
As características formais do delírio são: perda do juízo da realidade, conteúdo impossível e irreal e influenciável à experiência, impermeável à argumentação lógica, afastamento da realidade, conversão no eixo da existência do sujeito que leva a condutas inadequadas.
A natureza do material delirante pode ser alucinatório, interpretativo, imaginativo ou misto.
O tema é o argumento ou ficção formada pelas ideias delirantes subordinadas a temáticas mais ou menos desenvolvidas, de tal maneira que o sujeito delirante é o protagonista principal, não as vive como ficção mas sim como realidade absoluta, elaborando a sua existência através desta ficção.
Os temas de delírio são variados:
- Influência - são ideias delirantes de influência ou de ação exterior sentidas como uma influência do pensamento, dos afetos ou dos atos.
- Auto-relacionação - são delírios de sentimento de hostilidade do ambiente virada contra si, como por exemplo, casos em que as pessoas não o tratam como deveriam, riem-se dele e observam-no, referindo-se a ele em conversas.
- Perseguição - delírio sentido como havendo uma agressividade externa virada contra o sujeito para provocar prejuízo, danos ou prejuízo corporal, por exemplo, envenenamento ou morte, prejuízo moral, por exemplo, casos em que o sujeito sente que lhe são dirigidos insultos ou calúnias, e prejuízo material, tais como sofrendo de roubo, expulsão, etc.
- Autodesvalorização.
- Ciúme - delírio de ciúme em que o indivíduo tem a convicção de infidelidade do parceiro sexual.
- Grandeza - delírio em que existe uma expansão do eu com euforia e sentimentos de omnipotência, tais como filiação ilustre, invenção genial, missão divina.
- Místico-religioso - delírio em que existe a convicção de estar em ligação com o mundo divino ou diabólico e com o sentido oculto das coisas.
As manifestações clínicas de alteração de cognição e comportamento associadas com delírio são extremamente variáveis em tipo e gravidade e podem alternar com o tempo. Podem incluir sonolência, ansiedade, inquietação, incapacidade para concentração, perda de memória, agitação, confusão, desorientação, discurso alterado, labilidade emocional e alucinações visuais e auditivas.
Os distúrbios de cognição e comportamento podem determinar que o paciente provoque dano físico a si próprio e aos outros.
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Como referenciar
delírio na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$delirio [visualizado em 2026-06-09 07:58:23].
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