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Destruição de Jerusalém

Na época de Nabucodonosor, rei da Babilónia, depois de este ter destroçado os egípcios em Karkemish (605 a. C.), tomou Jerusalém e obrigou Joaquim, rei de Judá, a submeter-se. Porém, Joaquim (598-597) e Sedecias (597-586), últimos reis de Judá, quiseram vingar-se e organizaram uma coligação contra a Babilónia, aliando-se ao Egito. Nabucodonosor depõe Joaquim e Sedecias revolta-se, obrigando o rei da Babilónia a tomar Jerusalém, destruindo-a e incendiando o seu templo.
Por volta de 536 a. C., os judeus começam a regressar a Jerusalém, depois de longos anos no cativeiro da Babilónia, sob o comando de Zorobabel, dando-se início à reconstrução do templo. Em 444 a. C., Neemias manda reconstruir as muralhas da cidade. Em 332 a. C., Jerusalém é ocupada por Alexandre, o Grande. Em 198 a. C., a cidade passa para o domínio dos Selêucidas. Durante este período, o rei selêucida Antíoco V Epifânio (175-164) obrigou os judeus a abandonarem as suas tradições, ocupando a cidade e profanando o templo que foi pilhado e dedicado a Zeus, em 167.
Depois de passar por muitas vicissitudes, no ano 70 da era de Cristo, Jerusalém foi tomada por Tito e o templo incendiado, sendo milhares de judeus vendidos como escravos e as suas terras distribuídas pelos soldados romanos.
Destruído o templo, centro da unidade religiosa dos judeus, e politicamente arruinados, já não lhes restava qualquer tipo de esperança. Apesar da política de tolerância adotada por Tito e pelos seus sucessores, em relação à intervenção na vida dos judeus, um movimento de resistência nacional, messiânico, ia nascendo, revoltando-se contra a política unificadora do império de Adriano (117-138) e a colonização romana em Jerusalém. No final desta luta, Jerusalém é destruída definitivamente e, sobre as suas ruínas, ergueu-se a Elia Capitolina. Com o imperador Constantino, a cidade começa a ser cristianizada, permanecendo sem alterações até à conquista árabe, em 638.

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