A Mais Bela Maldição

Rui Couceiro

As Rosas de Barbacena

Alberto S. Santos

Tudo sobre o Irão

Ricardo Alexandre

Tempo de leitura1 min

Destruição de Jerusalém
favoritos

Na época de Nabucodonosor, rei da Babilónia, depois de este ter destroçado os egípcios em Karkemish (605 a. C.), tomou Jerusalém e obrigou Joaquim, rei de Judá, a submeter-se. Porém, Joaquim (598-597) e Sedecias (597-586), últimos reis de Judá, quiseram vingar-se e organizaram uma coligação contra a Babilónia, aliando-se ao Egito. Nabucodonosor depõe Joaquim e Sedecias revolta-se, obrigando o rei da Babilónia a tomar Jerusalém, destruindo-a e incendiando o seu templo.

Por volta de 536 a. C., os judeus começam a regressar a Jerusalém, depois de longos anos no cativeiro da Babilónia, sob o comando de Zorobabel, dando-se início à reconstrução do templo. Em 444 a. C., Neemias manda reconstruir as muralhas da cidade. Em 332 a. C., Jerusalém é ocupada por Alexandre, o Grande. Em 198 a. C., a cidade passa para o domínio dos Selêucidas. Durante este período, o rei selêucida Antíoco V Epifânio (175-164) obrigou os judeus a abandonarem as suas tradições, ocupando a cidade e profanando o templo que foi pilhado e dedicado a Zeus, em 167.

Depois de passar por muitas vicissitudes, no ano 70 da era de Cristo, Jerusalém foi tomada por Tito e o templo incendiado, sendo milhares de judeus vendidos como escravos e as suas terras distribuídas pelos soldados romanos.

Destruído o templo, centro da unidade religiosa dos judeus, e politicamente arruinados, já não lhes restava qualquer tipo de esperança. Apesar da política de tolerância adotada por Tito e pelos seus sucessores, em relação à intervenção na vida dos judeus, um movimento de resistência nacional, messiânico, ia nascendo, revoltando-se contra a política unificadora do império de Adriano (117-138) e a colonização romana em Jerusalém.

No final desta luta, Jerusalém é destruída definitivamente e, sobre as suas ruínas, ergueu-se a Elia Capitolina. Com o imperador Constantino, a cidade começa a ser cristianizada, permanecendo sem alterações até à conquista árabe, em 638.

Partilhar
  • partilhar whatsapp
Como referenciar
Destruição de Jerusalém na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$destruicao-de-jerusalem [visualizado em 2026-06-09 02:07:19].

A Mais Bela Maldição

Rui Couceiro

As Rosas de Barbacena

Alberto S. Santos

Tudo sobre o Irão

Ricardo Alexandre