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Destruição do Templo de Jerusalém

De todos os templos da Antiguidade, o mais célebre foi o de Jerusalém, que viria a ser o coração espiritual do judaísmo. O templo de Jerusalém tem três fases na sua história: o templo de Salomão, o templo pós-exílico e o templo de Herodes.
Depois da transferência da Arca da Aliança para a Cidade Santa, David pensou na edificação de um templo ao Senhor, mas foi dissuadido pelo profeta Nathan. Essa tarefa viria a ser completada pelo seu filho Salomão, em 970 a. C. O templo estava situado no meio de um amplo pátio, o qual, juntamente com o palácio real, ocupava uma vasta área. O templo era, assim, capela do palácio e templo dos súbditos do rei. No templo tiveram lugar alguns dos factos importantes da história de Israel, nomeadamente a coroação de todos os reis de Judá. Em 586 a. C. o templo foi destruído pelos Babilónios, que dele roubaram muitos objetos preciosos.
Pouco se sabe da segunda fase do referido templo, que começou a ser erguido após o regresso dos Judeus do exílio, com a condição de serem devolvidos a Jerusalém os despojos de ouro e prata saqueados por Nabucodonosor.
Mais tarde, Herodes engrandeceu e embelezou o templo com o intuito de conquistar a simpatia dos Judeus, tendo-se iniciado as obras em 20 a. C. As grandiosas obras herodianas só ficariam concluídas após dez anos de intensos trabalhos. Em 6 de agosto do ano 70, apesar da decisão contrária de Tito, o templo foi incendiado, o que provocou novamente a sua ruína.

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