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difusão simples

Todas as substâncias são formadas por moléculas ou átomos, que se encontram em movimento permanente devido à energia cinética associada às partículas, a qual aumenta proporcionalmente ao incremento da temperatura. Estes movimentos são mais evidentes nos líquidos e nos gases, estados em que a energia das partículas é maior e as forças intermoleculares menores.
Em função disto, as moléculas tendem a deslocar-se ao acaso, em todas as direções, distribuindo-se uniformemente, fazendo com que, numa solução, a concentração de soluto seja homogénea e se mantenha assim ao longo do tempo. Quando se adiciona um soluto a um solvente (por exemplo, sal a água) cria-se temporariamente uma zona de maior concentração de solutos, sendo que, rapidamente, o movimento espontâneo das moléculas fará com que estas se desloquem do meio onde estão mais concentradas para as zonas de concentração mais baixa, até homogeneizar a concentração da solução: processo de difusão simples.
É pela difusão simples que muitas moléculas se movem através da membrana das células, passando do meio onde estão mais concentradas (meio hipertónico), para aquele onde a concentração é menor (meio hipotónico). As moléculas difundem-se sem gasto de energia metabólica (apenas devido à energia cinética das partículas), a favor do gradiente de concentração, através da membrana, até igualar as concentrações do meio intra e extracelular (meios isotónicos), sendo o movimento mais rápido quanto maior a diferença de concentrações. Devido às propriedades da bicamada fosfolípidica que forma a membrana celular, apenas moléculas não-polares lipossolúveis ou moléculas polares de pequeno tamanho, sem carga global resultante (como a ureia, o oxigénio e o dióxido de carbono), podem atravessar por difusão simples, sendo que moléculas polares terão que utilizar canais proteicos através da membrana.
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