Artigos de apoio

displasia

Em medicina, o termo displasia é um conceito abrangente, que designa a ocorrência de anomalias no decurso do desenvolvimento de um órgão ou tecido corporal.
Assim, podemos ter diversos tipos de displasias, consoante os locais afetados: displasia óssea, fibromuscular, fibrosa óssea, fibrosa poliostótica, endocondral e cervical uterina, entre outras.
A displasia óssea ou osteodisplasia é caracterizada por alterações estruturais do osso no decurso do seu desenvolvimento, nomeadamente, ao nível da densidade. Podem ocorrer duas situações opostas: uma diminuição da densidade e consequente diminuição da resistência mecânica, ou o surgimento de zonas de espessamento, de elevada concentração de tecido ósseo, que geram alterações na forma, como encurvamentos, por exemplo.
A displasia fibromuscular arterial ou fibrodisplasia, é uma patologia de origem desconhecida. Afeta as paredes das artérias, provocando alterações na estrutura das três túnicas que formam a parede arterial, o que origina alterações do diâmetro e resistência arterial, facto que pode provocar graves consequências. Um dos locais frequentemente afetados por esta patologia é a artéria renal, que sofre uma diminuição do seu calibre (estenose), aumentando a pressão arterial e podendo gerar um aneurisma.
A displasia fibrosa ocorre quando existe uma infiltração de tecido fibroso ao nível dos ossos, diminuindo a resistência destes, com o consequente surgimento de fraturas. É uma patologia predominantemente infantil. Pode afetar os ossos (Doença de Jaffé-Lichtenstein) ou, como no caso da displasia fibrosa poliostótica (também designada por Síndrome de Albright), surgir associada a outros sintomas, como uma puberdade precoce e a ocorrência de manchas cutâneas beges, de formato irregular.
A displasia endocondral ou condrodisplasia traduz-se por alterações da formação e desenvolvimento ósseo a partir das cartilagens envolventes.
A displasia cervical uterina ou do colo do útero é caracterizada pelo surgimento de alterações anormais nas células que revestem o colo do útero. Na maioria dos casos as alterações são leves e localizadas, sendo que, no entanto, devem ter um acompanhamento e tratamento médico adequado, a fim de evitar a sua degenerescência em cancro cervical. A gravidade da displasia é calculada com base na densidade de células anormais, por exame microscópico, após a realização de um esfregaço de células obtidas por raspagem suave do cérvix. As origens desta patologia são diversas, sendo as probabilidades de ocorrência incrementadas pela presença de doenças autoimunes ou sexualmente transmissíveis.
Em medicina veterinária, nomeadamente, ao nível da veterinária canina, assume particular importância, pelos índices de ocorrência, a displasia coxo-femural, que provoca deformações na articulações coxo-femurais, entre a bacia e os membros traseiros, e do cotovelo. Afeta sobretudo raças grandes e de crescimento rápido, existindo uma componente hereditária recessiva associada à sua transmissão.

Como referenciar: in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [consult. 2014-12-22 04:55:37]. Disponível na Internet: