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Éfeso (cidade)

Situada na foz do rio Caister, Éfeso é uma antiga cidade da costa ocidental da Ásia Menor, uma das mais importantes fundações dos jónios, a alguns quilómetros do lugar sagrado de uma deusa da Anatólia conhecida entre os gregos por Artemísia.
No século VII a. C., Éfeso resistiu à invasão dos cimérios e dos reis da Lídia, acabando por ser conquistada em 560 a. C. por Creso da Lídia. Este contribuiu para a construção do primeiro templo de Artemisía todo em mármore e em estilo jónico arcaico, tendo-lhe dedicado algumas colunas.
Durante as guerras médicas, Éfeso foi submetida, tal como as outras cidades da Jónia, aos persas, conhecendo de novo um período de tiranias. Após a vitória dos gregos, fez parte da Confederação de Delos, mas no final do século V a. C. (415) revoltou-se e aliou-se a Esparta.
Durante o século IV a. C. desempenhou um papel muito importante no comércio grego.
Em 356 a. C., o templo desta cidade foi queimado por Heróstrato, na tentativa de fazer perpetuar o seu nome, passando alguns anos mais tarde (334 a. C.) para o domínio de Alexandre, o Grande.
No início do século III (c. 286) foi reconstruída por Lisímaco, passando a pertencer ao reino de Pérgamo entre 189-133 a. C., altura em que foi incorporada no Império Romano. Sob o domínio romano, Éfeso cresceu como cidade e em importância, rivalizando, no Oriente, com a cidade de Alexandria no Egito e com Antioquia na Síria, sendo residência do procônsul e capital da província da Ásia.
O templo de Artemisía acabou por sucumbir mais tarde às mãos dos godos.
A importância deste templo assenta também no facto de ter funcionado como uma espécie de banco ou caixa-forte, no qual eram depositados tesouros legados por diversas cidades, reis e particulares, como é o caso, segundo nos revela Diógenes Laércio, do livro que o filósofo Heraclito aqui entregou.
A cidade de Éfeso ficou ainda célebre por nela se ter realizado em 431 o Concílio de Éfeso, que foi o 3º concílio ecuménico.


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