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emoção

A emoção é um estado momentâneo em que o organismo do indivíduo é excitado por uma experiência subjetiva e onde estão presentes manifestações somáticas, ou seja, juntamente com a emoção, surgem reações fisiológicas e hormonais.
Pensa-se que a componente emocional de uma reação a um impulso deriva de reações que têm lugar no sistema límbico (parte do cérebro mais primitiva, dos impulsos básicos). As emoções são percebidas pelo indivíduo, mas também manifestam-se através de mudanças da atividade endócrina, por exemplo.
Há diversos tipos de emoções: medo, cólera, alegria, tristeza, culpa, vergonha, etc. As emoções podem verificar-se como experiências emocionais (quando o indivíduo sente a emoção), ou como um comportamento emocional (quando é levado, pelo sentimento, a reagir). Existem ainda alterações fisiológicas que correspondem ou são provocadas diretamente pela própria emoção: ficar "corado" de vergonha, ter batimentos cardíacos acelerados em consequência de medo, etc. A emoção é assim, um sentimento que pode levar a uma ação (preparação motora): um sentimento de cólera leva ao ataque, um sentimento de grande tristeza provoca o choro. Evidentemente, a intensidade das emoções varia muito, e se a tensão resultante da emoção for muito alta, haverá o impulso para uma ação correspondente.
Algumas das emoções mais básicas, criadas por situações simples e que surgem no indivíduo antes de outras, são: alegria, medo, cólera e tristeza. Por isso, são chamadas emoções primárias (apesar de maior parte dos medos serem alvo de aprendizagem, ou seja, o medo geralmente não é inato). Outras emoções como o prazer e a dor dependem da estimulação dos sentidos. Por outro lado, as emoções que dizem respeito ao indivíduo e que consideram o seu próprio comportamento formam um grupo de emoções que inclui a vergonha, o remorso, a noção de êxito ou de fracasso. Pode-se ainda considerar mais um grupo de emoções: as de sentimentos dirigidos a coisas ou a outras pessoas: amor, inveja, ódio etc.
As expressões emocionais são variadas. Pode-se dizer que todas as emoções são estados provocados por situações externas ao indivíduo e adequadas a uma reação também externa. A teoria de James-Lange afirma que a emoção é provocada por sensações despertadas na periferia do corpo e não por atividade mental. Assim, a emoção seria secundária à perceção.
W. B. Cannon, que criticou esta teoria, propôs que os componentes cognitivos da emoção precedem as modificações fisiológicas, relacionando a emoção com a atividade específica cerebral do tálamo. Segundo Cannon, os centros cerebrais do tálamo podem ser excitados por estímulos, sem depender de reações musculares ou glandulares.
Em última análise talvez se possa dizer que a emoção consiste na interação entre uma ativação não específica e consecutiva excitação do sistema simpático (sistema nervoso que intervém nas reações e que prepara o organismo para a ação).


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