Artigos de apoio

Escola de Cultura e Personalidade

A escola antropológica de Cultura e Personalidade surgiu nos anos 30 do século XX, nos Estados Unidos da América, e sofreu importantes influências quer da Psicologia quer sobretudo da Psicanálise, disciplina científica que enfatiza o papel fulcral que as experiências precoces vividas pela criança têm na estruturação da personalidade. Influenciados por estas e outras ideias, antropólogos como Abram Kardiner, Ralf Linton, Margaret Mead, Ruth Benedict, entre outros, levaram a cabo inúmeras investigações no terreno, defendendo a importância estrutural da cultura na configuração da personalidade dos indivíduos que a compõem.
Ralf Linton, por exemplo, falou da cultura como uma herança social transmitida à criança e introduziu o importante conceito de personalidade de base que posteriormente se veio a chamar personalidade modal. Ruth Benedict, por seu turno, na sua mais famosa obra intituladaPatterns of Culture, avançou com a noção de padrão cultural e advogou a existência de dois padrões de base antagónicos: o padrão apolíneo e o padrão dionisíaco.
Apesar de terem sido muito criticados, os autores oriundos desta escola tiveram um papel relevante no seio da Antropologia, na medida em que salientaram a importância do estudo dos comportamentos dos indivíduos no seu contexto cultural, contribuindo, deste modo, para a defesa do relativismo cultural.

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