Artigos de apoio

estandardização

O termo estandardização pretende designar um processo de produção que permite a fatura em massa de determinados objetos. O engenheiro mecânico Henry Ford foi o primeiro a aplicar este conceito à criação de automóveis, introduzindo a partir de 1913 o uso de partes intercambiáveis e uma série de técnicas de ligação das mesmas. Este processo provocou uma reviravolta total no meio da produção industrial, uma vez que a fatura podia corresponder à procura. Houve contudo consequências negativas resultantes da aplicação prática da teoria, entre os quais a diminuição no rendimento dos trabalhadores, sedados pela monotonia da função única e estanque que cabia a cada um, segundo os preceitos tayloristas e do Estudo de Tempo e Movimento de Lilian e Frank Gilberth. Contudo, Ford resolveu o problema incentivando os operários pela subida dos salários, motivação que aumentou a produção e consequente venda.
Foi nas décadas de 1920 e 1930, com a explosão de luxo e a encomenda dos progressivamente aperfeiçoados modelos das marcas Bugatti, Bentley, Stutz e Rolls Royce, entre outras, que a estandardização atingiu o cúmulo da eficiência na produção standard. Entre os anos de 1931 e 1945, com a crise no setor dos automóveis mais dispendiosos provocada pela Segunda Guerra Mundial, começou o investimento na produção em série de modelos renovados e de boa qualidade. A partir dos anos '50 assistiu-se a um incremento da produção de modelos simplificados e custo menor, permitida esta situação pelo aperfeiçoamento da fatura em massa.
Durante a Primeira Guerra Mundial também o processo de estandardização foi aplicado ao fabrico de armamento.
A estandardização tornou-se possível na Idade Moderna pela divisão social da produção e pelo aumento do mercado de consumo devido ao crescimento económico. Por outro lado, caracterizou-se este processo pela forte intervenção do capitalismo, que adquiria a matéria-prima, marcava o ritmo produtivo e norteava o mercado de consumo.

1

2

3

4

5