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euro

Moeda única oficialmente adotada a partir de 1 de janeiro de 1999 pelos Estados membros da União Europeia, com a exceção da Dinamarca, Suécia e Reino Unido, então já membros da União Europeia.
Devido às disparidades existentes entre os vários estados-membros, a Comunidade Europeia decidiu criar uma União Económica e Monetária (UME). Esta União serve o intuito da concretização de uma só política monetária para todos os estados-membros e ainda o da existência de uma só moeda, emitida por um banco comum, o Banco Central.
Em 1991, através de uma reunião em Maastricht, a Comunidade concordou em dar uma série de passos.Num primeiro passo, de julho de 1990 até 1993, procedeu-se à apresentação dos critérios de convergência por parte dos vários Estados. Estes critérios tinham como objetivo a aproximação dos vários défices orçamentais, taxas de inflação e dívidas públicas.A 1 de janeiro de 1994 iniciou-se o segundo passo, foi criado o Instituto Monetário Europeu (IME). Este instituto reforçou a concretização da moeda única, das políticas monetárias e da criação de um Banco Central Europeu.
Por fim, o último grande passo deu-se a 1 de janeiro de 1999 - o Euro passou a ser a moeda oficial única da UEM sobre forma escritural.
O Euro é a partir desta data a moeda que Portugal e os seus parceiros da União Europeia decidiram ter em comum. Desta forma, passa a ser o substituto do ECU (1 EURO = 1 ECU) e das moedas nacionais dos países membros aderentes à terceira fase da UEM.Os primeiros países a adotarem o Euro foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda e Portugal. De fora ficaram o Reino Unido (recusou a moeda única alegando perda da soberania nacional), Dinamarca e a Suécia. De 1 de janeiro de 1999 até 1 de janeiro de 2002 ocorreu um período de transição. O EURO apenas aparecia através de cheques ou transferências bancárias. As transações em euros regiam-se pelo princípio da "não obrigatoriedade, não proibição": ninguém é obrigado a pagar ou a receber em Euros.
A Grécia aderiu à moeda única em 2001, a Eslovénia em 2007, Chipre e Malta em 2008 e a Eslováquia em 2009.
Apesar de, durante esse período de transição, se continuar a utilizar o Escudo, no caso de Portugal, o Euro começou a surgir gradualmente: nas transações comerciais os preços já eram fixados nas duas moedas, para que as pessoas se fossem habituando.
Em 1 de janeiro de 2002, o Euro foi posto em circulação na forma de notas e moedas: notas de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 Euros; moedas de 1 e 2 Euros, 1, 2, 5, 10, 20 e 50 cêntimos. Cada Euro é dividido em 100 cêntimos.No caso das moedas, contrariamente ao que acontece com as notas, uma das faces é comum em toda a União Europeia e a outra face varia de país para país. Todavia, todas estas notas e moedas podem ser utilizadas em todos os países onde o Euro é adotado.A partir de 1 de janeiro de 2002, todos os preços passaram a ser obrigatoriamente expressos em Euros. No entanto, pôde continuar-se a utilizar o Escudo até 1 de julho de 2002 - altura em que foi substituído de vez pelo Euro. Depois de 1 de julho de 2002, e durante vinte anos, o Escudo pode ser trocado por Euros no Banco de Portugal, sem que isso implique qualquer custo adicional.Para se converter Euros em Escudos deve-se multiplicar o montante em Euros pela taxa de 200,482 (valor fixado em 1 de janeiro de 1999). Para se converter Escudos em Euros deve-se dividir o montante em Escudos pela referida taxa. O valor obtido deverá sempre ser arredondado por excesso ou por defeito.

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