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Expansão Francesa

Tal como sucedeu com a Holanda e a Inglaterra, também a França se vai interessar no estabelecimento de domínios extraeuropeus, em grande medida à custa das nações ibéricas. Os Franceses iniciaram a sua expansão ultramarina no final do século XVI, após uma fase de intensos ataques de corso e pirataria, que resultaram, por vezes, em instalações efémeras em vários pontos da África e da América (por exemplo, no Brasil). A princípio, os navegadores franceses dirigiram-se para a América do Norte; Champlain, nos finais de Quinhentos, estabelece as primeiras colónias da França no Canadá, estendendo, assim, os domínios de Henrique IV. Mas será durante o século XVII que se regista um grande dinamismo expansionista, prosseguindo a instalação no Canadá e, depois, na Luisiana e no vale do Mississipi. Nas Caraíbas, centro de corso e pirataria amplamente frequentado pelos seus navios, os Franceses ocuparam e colonizaram as ilhas de Martinica (desde 1625 e com uma história posterior bastante atribulada, passando de mãos francesas para inglesas e depois recuperada), Guadalupe (desde 1635) e Granada (desde 1650; será tomada pelos Ingleses em 1762). A partir destes lugares, lançarão frutuosos ataques contra os comboios de navios ibéricos, sobretudo espanhóis, carregados de prata. Com o objetivo de conseguirem escravos para as plantações que passaram a ter na América, instalam-se na costa ocidental africana, organizando entrepostos permanentes no Senegal, região que já frequentavam desde o século XVI. Tal como sucedeu com os seus rivais holandeses e ingleses, também os franceses criaram a sua Companhia das Índias Orientais (por Colbert em1664, mas as primeiras tentativas de fundação datam de 1611), importante instrumento de desenvolvimento da marinha e comércio coloniais, destinada a operar na Ásia, embora só no século XVIII é que esta companhia se vai tornar verdadeiramente eficaz, sob o impulso de Law. Na Índia, onde já dominavam os Holandeses e com os Portugueses em decadência, os Franceses estabeleceram importantes feitorias em Pondicheri (desde 1673) e Chandernagor (célebre pela comercialização de madeira de sândalo, desde 1688). Ainda no oceano Índico tinham fundações, embora precárias, na ilha de Madagáscar, que procuraram explorar sistematicamente (embora, repita-se, sem muito sucesso) entre 1642 e 1674.
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