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família
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Em sentido restrito, o termo família costuma designar, geralmente, o conjunto de pessoas que vivem sob o mesmo teto. Em sentido lato, a família é entendida como o conjunto das sucessivas gerações descendentes dos mesmos antepassados. Neste caso é usual dar-se a este grupo mais extenso o nome de linhagem.

A família está ligada por laços de parentesco e de afeto, mais amplos quando se trata de membros da família próxima que de parentes da família afastada. O parentesco que liga os familiares pode ser direto, pela via do sangue comum, ou por aliança, sendo neste caso adquirido pelo matrimónio.
Esta é uma família formada pelos progenitores e seus descendentes
Casal com filhos

Os laços de sangue que unem os elementos da família consanguínea levam a que os descendentes herdem dos progenitores e dos antepassados parecenças físicas e traços de carácter semelhantes, o que não se verifica entre os membros da família não consanguínea.

A família consanguínea está ainda dividida em família restrita ou nuclear, que compreende o conjunto formado pelos pais e seus respetivos filhos, e família alargada ou extensa, tratando-se, neste caso, não só dos pais e dos filhos, mas ainda dos netos, dos tios e dos sobrinhos.

A família é estudada nas Ciências Sociais, que se debruçam sobre a sua estrutura e as suas funções sociais nas diferentes sociedades através dos tempos, considerando-a, não apenas uma componente do sistema social, mas a sua base. A família é também um espaço onde se tecem relações interindividuais específicas, dada a proximidade de vivências comuns.

A história da família leva-nos a constatar que o grupo familiar se tem restringido na grande maioria das sociedades humanas, o que é explicado pela sua evolução económica. As famílias tradicionais, que vigoraram durante muito tempo, sobretudo nas sociedades ligadas à agricultura, eram de tipo patriarcal. O patriarca era o pai, ou, na sua falta, o antepassado comum mais velho da linha masculina, que reunia sob a sua proteção e autoridade a esposa, os filhos e seus cônjuges, e ainda os netos.

Debaixo desta organização, o grupo familiar obedecia a uma tripla função: de ordem económica (o património era comum a todos os membros e era gerido pelo chefe de família), de ordem social (a família garantia a educação, a subsistência, a segurança e a solidariedade aos seus elementos), de ordem moral (a família era garante da salvaguarda dos valores morais e éticos e das tradições que constituíam a sua história). Este modelo de prática comunitária está hoje afastado em muitos países, particularmente nos meios urbanos das sociedades ocidentais.

Tal ficou a dever-se à revolução económica dos séculos XIX e XX, que permitiu às mulheres o acesso a atividades laborais remuneradas exercidas no exterior da casa, deixando de continuar na dependência dos maridos. Esta alteração social foi consignada no Direito, que lhes reconhece direitos e deveres idênticos aos dos homens no interior da célula familiar. O alargamento e democratização da escolaridade veio, por sua vez, mostrar outros modelos aos filhos, tornando-os menos dependentes do quadro familiar e, portanto, mais autónomos.

Outra alteração profunda, decorrente das expostas, consiste na mudança operada na matriz familiar vigente durante séculos: as famílias biparentais cederam lugar, em muitos casos, ao novo modelo monoparental e muitas famílias albergam no seu seio filhos de apenas um dos cônjuges, que são educados pelos dois, o que, tradicionalmente, apenas competia aos pais.

A 15 de maio, comemora-se o Dia Internacional das Famílias.
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Como referenciar
família na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$familia [visualizado em 2026-06-10 05:17:30].

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