Feitoria Portuguesa de Antuérpia
Antuérpia passou a ter uma colónia de mercadores portugueses a partir do momento em que Maximiliano da Áustria, em 1488, concedeu privilégio especial a todos os estrangeiros que deixassem Bruges para se fixarem nessa cidade que, durante os problemas políticos da Flandres, ao contrário de Bruges, se lhe mantivera fiel.
Neste contexto, os mercadores portugueses mudaram para este centro onde permaneceram durante séculos e onde estabeleceram uma feitoria real em 1499, transferida de Bruges. Anos mais tarde, em 1510, a colónia portuguesa foi agraciada pela municipalidade como a nação mais favorecida. Os privilégios dos portugueses foram reconhecidos e renovados posteriormente em 1539, 1542, 1545, e 1554, sobretudo os privilégios respeitantes à jurisdição dos dois cônsules, eleitos anualmente no decurso da Epifania, podendo por vezes um destes ser feitor real.
Estes administravam os armazéns e vendiam as mercadorias neles existentes, após tê-las marcado com siglas. Faziam também diligências para a recuperação daquelas que se perdiam, e chegavam inclusivamente a determinar o montante dos prémios das seguradoras. Convocavam e presidiam à assembleia dos mercadores; na sua atuação eram coadjuvados por um secretário e um tesoureiro.
Em 1526, a população portuguesa fixada em Antuérpia foi bastante aumentada com a chegada dos "Marranos" portugueses, de origem judaica, perseguidos no nosso país, que se foram tornando maioritários nesta população de origem portuguesa.
Todos os membros da "nação portuguesa" estavam sujeitos a um imposto, o qual era utilizado para pagar aos funcionários, manter a casa da nação e dar asilo aos marinheiros portugueses desempregados.
O feitor real português, fixado em Antuérpia, era ao mesmo tempo um diplomata e um agente económico. Por exemplo, cite-se o caso de Tomé Lopes, que foi embaixador junto de Maximiliano e, posteriormente, feitor.
Por volta de 1576, cerca de um quinto desta população saiu de Antuérpia para Colónia, devido a alterações operadas nos Países Baixos com a guerra da independência da Holanda. Mas a feitoria, de qualquer modo, continuou a desempenhar um importante papel, só vindo a desaparecer em 1795.
Neste contexto, os mercadores portugueses mudaram para este centro onde permaneceram durante séculos e onde estabeleceram uma feitoria real em 1499, transferida de Bruges. Anos mais tarde, em 1510, a colónia portuguesa foi agraciada pela municipalidade como a nação mais favorecida. Os privilégios dos portugueses foram reconhecidos e renovados posteriormente em 1539, 1542, 1545, e 1554, sobretudo os privilégios respeitantes à jurisdição dos dois cônsules, eleitos anualmente no decurso da Epifania, podendo por vezes um destes ser feitor real.
Estes administravam os armazéns e vendiam as mercadorias neles existentes, após tê-las marcado com siglas. Faziam também diligências para a recuperação daquelas que se perdiam, e chegavam inclusivamente a determinar o montante dos prémios das seguradoras. Convocavam e presidiam à assembleia dos mercadores; na sua atuação eram coadjuvados por um secretário e um tesoureiro.
Em 1526, a população portuguesa fixada em Antuérpia foi bastante aumentada com a chegada dos "Marranos" portugueses, de origem judaica, perseguidos no nosso país, que se foram tornando maioritários nesta população de origem portuguesa.
Todos os membros da "nação portuguesa" estavam sujeitos a um imposto, o qual era utilizado para pagar aos funcionários, manter a casa da nação e dar asilo aos marinheiros portugueses desempregados.
O feitor real português, fixado em Antuérpia, era ao mesmo tempo um diplomata e um agente económico. Por exemplo, cite-se o caso de Tomé Lopes, que foi embaixador junto de Maximiliano e, posteriormente, feitor.
Por volta de 1576, cerca de um quinto desta população saiu de Antuérpia para Colónia, devido a alterações operadas nos Países Baixos com a guerra da independência da Holanda. Mas a feitoria, de qualquer modo, continuou a desempenhar um importante papel, só vindo a desaparecer em 1795.
Partilhar
Como referenciar
Feitoria Portuguesa de Antuérpia na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$feitoria-portuguesa-de-antuerpia [visualizado em 2026-06-18 15:30:13].
Outros artigos
-
HolandaGeografia Nação da Europa Ocidental, compreende 2 províncias das 12 que compõem os Países Baixos. Si...
-
AntuérpiaAntuérpia (Anvers, em francês, e Antwerpen em neerlandês) é uma cidade portuária situada no Norte da...
-
BrugesCidade do Nordeste da Bélgica, capital da província da Flandres Ocidental, localizada próximo do por...
-
FlandresRegião do Noroeste da Europa famosa pela sua importância económica, histórica e cultural. Tem uma ex...
-
Museu de Arte PopularMuseu situado na zona de Belém, em Lisboa, perto do rio Tejo. Abriu as portas em 1948 e alberga peça
-
Real Companhia dos Vinhos do Alto DouroFundada em 1756 com a designação de Companhia da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, foi a mais im
-
Feitoria de ArguimArguim, uma ilha da costa ocidental africana, que se diz ter sido descoberta por Nuno Tristão, mas t
-
Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim MansoAberto ao público desde 1976, está situado no Sítio, na Nazaré, outrora casa de férias do Dr. Joaqui
-
Casa Museu Dr. Anastácio GonçalvesSituada em Lisboa, abriu ao público, em 1980, com a exposição das obras legadas por Dr. A. Gonçalves
-
AMISigla de Assistência Médica Internacional, uma organização não governamental, apolítica e sem fins l
Partilhar
Como referenciar 
Feitoria Portuguesa de Antuérpia na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$feitoria-portuguesa-de-antuerpia [visualizado em 2026-06-18 15:30:13].