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formação de um glaciar

Para que se produza uma acumulação de neve que se perpetue de um ano para o outro é necessário que a neve caída durante o inverno seja superior à quantidade fundida durante o verão, de maneira a que esta se vá acumulando ano após ano. Este fator só se verifica a elevadas altitudes ou latitudes, nas zonas denominadas de "neves perpétuas".
Um dado interessante é a relação entre as quantidades de precipitação em forma de neve e na forma de água que ocorrem nesses locais. Se esse coeficiente é próximo da unidade e as precipitações são elevadas, verificam-se as condições ótimas para a formação de um glaciar.
Um coeficiente próximo da unidade verifica-se na Gronelândia e no Antártico.
Os cristais de neve, que inicialmente têm a forma hexagonal, se não se fundem, acumulam-se em camadas de certa espessura cuja pressão, nas zonas inferiores, origina uma alteração nos cristais de neve que se transformam em agregados arredondados com um diâmetro de 3 a 4 milímetros e uma densidade de 0,702, constituindo um nevado.
A água de fusão produzida durante o dia penetra nas fendas. De noite, devido ao abaixamento da temperatura, volta a solidificar, provocando a cementação dos grãos.
Devido à grande espessura que o nevado pode atingir, a pressão exercida pelas camadas suprajacentes vai transformando o nevado em gelo glaciar, que atinge a densidade de 0,9.
À medida que se acumula a neve, o gelo tende a deslocar-se para zonas mais baixas nas quais começa a fundir (zona de fusão) ou, no caso das grandes formações polares, o gelo chega até ao mar originando a formação de icebergues.
Distingue-se em todos os glaciares uma zona de acumulação, onde se forma o nevado, e uma zona de fusão ou ablação, podendo esta originar icebergues.
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