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formas de precipitação

Em virtude de as condições atmosféricas variarem muito de local para local, bem como sazonalmente, muitas formas de precipitação são possíveis. Chuva e neve são as mais comuns e familiares, mas outras formas de precipitação são também importantes.
Chuva e chuvisco. A chuva é-nos familiar. Em meteorologia o termo chuva está restrito a gotas de água de uma nuvem que têm o diâmetro mínimo de 0,5 mm. A chuva originada a partir de uma nuvem nimbo-estrato ou cúmulo-nimbo pode originar as chuvadas anormais denominadas bátegas. Apesar da intensidade destas chuvadas, o tamanho das gotas não excede ou raramente excede os cerca de 5 mm. Gotas maiores não sobrevivem devido à superfície de tensão e à fricção do ar. Consequentemente gotas grandes partem-se regularmente em outras mais pequenas.
Gotas finas e uniformes tendo um diâmetro inferior a 0,5 mm são designados por chuvisco. O chuvisco pode ser tão fino que as pequenas gotas flutuam e o seu impacto é pouco percetível. O chuvisco é normalmente produzido nas nuvens estratos e nimbo-estratos podendo a precipitação ser contínua durante várias horas ou em raras ocasiões durante dias.
Neve é a precipitação em forma de cristais de gelo ou, muitas vezes, de agregados de cristais.
O tamanho, forma e concentração dos flocos de gelo depende em grande parte da temperatura a que se formam.
A cristalização a temperaturas muito baixas resulta, em geral, numa neve leve constituída por cristais individuais. Se as temperaturas forem superiores a -5 0C, os cristais de gelo aglomeram-se caindo um agregado de cristais.
Geada é um fenómeno invernal e refere-se à formação de pequenas partículas de gelo que são translúcidas ou transparentes. Para a geada se formar, uma camada de ar com temperatura inferior à de congelação deve contactar uma camada de ar próximo do solo. Quando as pequenas gotas de água, por vezes misturadas com neve, encontram o ar mais aquecido e depois encontram o ar frio, gelam e formam pequenas lamelas de gelo que não são maiores do que as gotas de água a partir das quais se formaram.
Em algumas ocasiões quando a distribuição vertical de temperaturas é associada com a formação de geada, forma-se chuva gelada ou vidrado. Em tais situações o ar próximo do solo não constitui uma camada fina e as gotas de água gelam. Para que tal aconteça, é necessário que as gotas de água sobrearrefecidas colidam com objetos sólidos. O resultado pode ser a formação de gelo com peso suficiente para quebrar os ramos das árvores e as linhas condutoras de eletricidade ou dos telefones.
Granizo é a precipitação sobre a forma de pedras arredondadas ou massas informes de gelo. Geralmente as grandes pedras de granizo são constituídas por camadas concêntricas de diferentes densidades e graus de opalescência. Muitas pedras de gelo têm diâmetro compreendido entre 1 centímetro (tamanho de uma ervilha) e 5 centímetros (tamanho de uma bola de golfe), contudo algumas podem ser maiores.
Os efeitos destrutivos do granizo são bem conhecidos pelos lavradores que, por vezes, veem as suas colheitas serem destruídas em poucos minutos. O granizo é só produzido em grandes nuvens cúmulo-nimbos que algumas vezes atingem a velocidade de deslocação de 160 Km hora e estão carregadas de água muito fria.
Orvalho congelado é um depósito de cristais de gelo formado pelo arrefecimento de um nevoeiro muito frio ou pelo choque de gotículas de água numa superfície com temperatura abaixo do ponto de congelação.
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