Fradique Mendes
Personagem fictícia, primeiro criada por Eça de Queirós, Antero de Quental e Jaime Batalha Reis ao tempo do Cenáculo, a quem Eça atribuirá as cartas publicadas na imprensa entre 1888 e 1900, posteriormente compiladas nos livros A Correspondência de Fradique Mendes e Cartas Inéditas de Fradique Mendes.
Apresentado como um "homem distinto, poeta, viajante, filósofo nas horas vagas, diletante e voluptuoso", Fradique Mendes incarna o dandy aristocrata, rico, belo, cosmopolita, superiormente inteligente, uma espécie de ideal da sua geração, onde convergem traços românticos e decadentistas.
Fradique é em parte caracterizado através das cartas endereçadas a personalidades tão distintas como Madame Jouarre, a sua madrinha, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro ou Ramalho Ortigão, onde se exprime sobre temas tão diversos quanto a vida política, a imprensa, o papel social da religião, o sacerdócio ou a literatura.
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papel socialAo ocuparem posições sociais, as pessoas veem o seu comportamento determinado não tanto pelas suas c...
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Ramalho OrtigãoHomem de letras português, um dos vultos mais destacados da Geração de 70, José Duarte Ramalho Ortig...
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Guerra JunqueiroPoeta e político português, nascido em 1850, em Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes), e falecid...
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A Correspondência de Fradique MendesObra póstuma de Eça de Queirós, apresentada como a recolha da correspondência desse "homem distinto,...
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Jaime Batalha ReisJornalista, crítico literário, economista e diplomata, Jaime Batalha Reis nasceu a 24 de dezembro de...
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Antero de QuentalAntero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelo...
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Eva LopoProtagonista e narradora de A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge, Eva Lopo tenta resolver, vinte ano
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EusebiozinhoPersonagem de Os Maias de Eça de Queirós, é o primogénito de uma das Silveiras, "senhoras ricas da Q
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EuricoPersonagem central do romance histórico do mesmo nome, é um antigo gardingo convertido em presbítero
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GabiruPersonagem das obras Os Pobres (1906) e Húmus (1917) de Raul Brandão. Alter-ego do narrador, habitan