gadolínio
O gadolínio, cujo símbolo químico é Gd, é um elemento químico sólido, metálico, maleável, dúctil, ferromagnético, pertencente ao grupo dos metais das terras raras (lantanídeos), de cor branca-prateada, que se localiza no grupo 3 e período 6 da Tabela Periódica. Este elemento possui número atómico 64 e massa atómica 157,25.
O gadolínio é relativamente estável no ar seco, mas no ar húmido perde o brilho devido à formação de uma película de óxido que desgasta o metal e lhe provoca maior exposição da sua superfície à oxidação. Este elemento reage lentamente com a água e é solúvel nos ácidos diluídos.
O metal branco prateado de gadolínio é eletropositivo e reage lentamente com a água fria e muito rapidamente com a água quente, formando hidróxido de gadolínio (Gd(OH)3) e hidrogénio gasoso. O gadolínio também reage com todos os halogéneos formando haletos de gadolínio.
O gadolínio dissolve-se instantaneamente no ácido sulfúrico diluído e origina a formação de soluções contendo o ião corado Gd (III) e libertação de hidrogénio gasoso. Tem sete isótopos estáveis naturais e conhecem-se onze isótopos artificiais. Dos isótopos naturais, o gadolínio-155 e o gadolínio-157 são os melhores absorventes de neutrões de todos os elementos.
O gadolínio foi descoberto em 1880 em Genéve, Suíça, pelo cientista suíço Jean Charles Galissard de Marignac em amostras de didímio e gadolinite. A gadolinia, o óxido do gadolínio, foi separada pelo cientista Paul Emile Lecoq de Boisbaudran, em 1886.
A designação de gadolínio provém do mineral gadolinite do qual foi originalmente obtido. É também uma homenagem ao químico filandês J. Gadolin. Só recentemente este elemento foi isolado.
É um metal existente comercialmente e, portanto, não é comum produzi-lo em laboratório, isto também porque há grande dificuldade em separá-lo do metal puro.
Os lantanóides (do grupo de metais das terras raras), dos quais faz parte o gadolínio, são encontrados na Natureza nalguns minerais e em resíduos de urânio. Os principais minérios do gadolínio são a gadolinite, o xenotímio e a monazite.
Os compostos de gadolínio raramente são encontrados em pessoas. Todos estes compostos são altamente tóxicos, embora demonstrações iniciais possam sugerir que o risco é limitado.
Estes compostos podem queimar a pele, irritar os olhos e são cancerígenos. O pó de metal pode provocar risco de fogo e explosão.
O metal de gadolínio aplica-se, de uma forma limitada, em tecnologia nuclear e em ligas ferromagnéticas (com cobalto, cobre, ferro e cério). Os compostos de gadolínio são usados em componentes elétricos como CDs e tubos de televisão.
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