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Gary Cooper

Ator norte-americano nascido a 7 de maio de 1901, em Helena, no Montana, e falecido a 13 de maio de 1961, em Beverly Hills, vítima dum cancro no pulmão. Em pequeno, já montava a cavalo no rancho dos pais, algo que se revelou extremamente útil nas dezenas de westerns que protagonizaria futuramente. A riqueza do seu pai permitiu-lhe ir estudar para um colégio interno em Inglaterra. De regresso aos Estados Unidos, estudou Jornalismo, ao mesmo tempo que iniciou uma curta carreira de caricaturista num jornal de Los Angeles. Como o salário não era o melhor, foi encorajado pelos amigos a pôr em prática os seus dotes de cavaleiro no cinema. Estreou-se com uma figuração em Dick Turpin (1925), mas graças às influências do seu agente Nan Collins, no ano seguinte já estava a protagonizar o seu primeiro western, The Winning of Barbara Worth (Flor do Deserto, 1926). Rapidamente, tornou-se um dos maiores galãs do cinema mudo da Paramount, somando sucessos como Wings (Asas, 1927) e Nevada (1927). A sua transição para o sonoro fez-se da melhor forma e o seu primeiro título nesse registo, The Virginian (1929), acabou por ser um êxito. A sua popularidade cresceu com presenças em filmes bem sucedidos como Morocco (Marrocos, 1930), A Farewell to Arms (Adeus às Armas, 1932), The Lives of a Bengal Lancer (Lanceiros da Índia, 1935) e The Plainsman (Uma Aventura de Búfalo Bill, 1936). No dealbar dos anos 40, era o ator mais bem pago de Hollywood, mas faltava a consagração pelos seus pares. Após uma primeira nomeação para o Óscar de Melhor Ator em Mr. Deeds Goes to Town (Doido Com Juízo, 1936), conseguiu o tão almejado prémio por Sergeant York (Sargento York, 1941), a história dum militar pacifista que se torna um herói da Primeira Guerra Mundial. Recebeu mais duas nomeações sucessivas para a mesma categoria, pela recriação da estrela do basebol Lou Gehrig, em The Pride of the Yankees (O Ídolo, 1942), e pelo mercenário Robert Jordan, envolvido na Guerra Civil de Espanha, em For Whom the Bell Tolls (Por Quem os Sinos Dobram, 1943). O prestígio de Cooper era elevado em Hollywood e, em diversas entrevistas e aparições públicas, os seus colegas James Stewart e Charles Laughton consideravam-no o maior ator do Mundo. Provou-o novamente no western psicológico High Noon (O Comboio Apitou Três Vezes, 1952), onde, uma vez mais, personificou um herói na eterna luta do Bem contra o Mal, o xerife Will Kane, que lhe valeu o segundo Óscar na categoria de Melhor Ator. Só no seu último filme é que personificou um vilão em The Naked Edge (O Gume da Navalha, 1961)
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