Giovanni da Pian del Carpine
Frade franciscano italiano, nascido na Úmbria, bem no Centro de Itália, nos primeiros anos do último decénio do século XII. Até à sua juventude nada se sabe acerca deste franciscano, mesmo de quando entrou na Ordem. O seu nome surge pela primeira vez mencionado nas crónicas franciscanas a propósito da sua participação na missão enviada à Alemanha por S. Francisco de Assis, confiada que foi a Fr. Cesário de Spire, à frente de 27 frades, entre os quais Fr. Giovanni da Pian del Carpine. Corria o ano de 1221, e Fr. Giovanni já teria cerca de 30 anos, possivelmente. Foi o primeiro da leva a seguir, pois o grupo não partiu todo ao mesmo tempo. Seguia-o um frade alemão, Fr. Barnabé, ambos com intuito de prepararem caminho aos outros. No outono de 1221 já estavam na Baviera, em Augsburgo, depois de atravessarem o Tirol. Naquela cidade bávara, Fr. Cesário confiou-lhe as cidades de Mogúncia, Spire, Colónia e Worms. Ficou com fama de grande pregador, em língua alemã e lombarda, além de homem de grande espiritualidade e cultura.
Em 1223, era custódio (organização subprovincial dos Franciscanos) da Saxónia, passando para Colónia em 1224, de que foi ministro provincial (superior maior de uma circunscrição regional da sua Ordem) a partir de 1228, cargo que desempenhou com grande zelo e fervor missionário, fundando conventos na Escandinávia, Hungria e Boémia.
Em 1230, está na Itália de novo, a testemunhar a trasladação do féretro de S. Francisco de Assis, que morreu em 1226 e foi canonizado em 1228. Nesse ano de 1230, passou a Espanha, onde foi também ministro provincial.
Em 1232 está de novo na Alemanha com incumbência da expansão franciscana para a Polónia, Boémia e Saxónia. Ficou provincial na Saxónia até 1239 e manteve um bom relacionamento com o duque da Boémia.
Naquele ano, deixou a Saxónia, voltando ao provincialato de Colónia. Mas, em 1245, o papa Inocêncio IV incumbiu-o da missão diplomática de embaixador junto do Grande Khan mongol, ou "dos Tártaros". Esta missão celebrizou Fr. Giovanni para sempre, pelo testemunho escrito da sua viagem, intitulada Hystoria Mongolorum. Foi acompanhado de Fr. Benedetto Polono e de outros companheiros, com uma carta do papa, enfrentando uma longa viagem até à corte do Grande Khan Guyuk, sucessor de Ogedei desde 1241, com o qual se encontrou em Karakorum. A missão junto do Grande Khan tinha um duplo objetivo: convencer o imperador a deixar os Cristãos em paz, no seu império, e, por outro lado, o de tentar perceber as intenções dos Mongóis em termos de guerra, de invasões da Europa. Para tal, Fr. Giovanni estudou a estratégia militar dos Mongóis, que depois fez chegar junto do papa que a divulgou junto dos reis da Cristandade Ocidental. Passou quatro meses na corte de Guyuk, assistiu mesmo à sua coroação, e sempre com tato diplomático e palavras certas soube levar a bom curso a sua missão.
Um ano e quatro meses depois da partida para Oriente, em 1247, Fr. Giovanni encontrava-se em Lyon, onde entregou ao papa a carta de resposta de Guyuk. O papa ficou agradado com a missão, que considerou bem executada, o que o levou a confiar uma segunda embaixada a Fr. Giovanni, mas desta feita na Europa, na corte de (S.) Luís IX, rei de França (1226-70), para convencer o soberano a lutar contra os Turcos na Terra Santa. Na sequência desta missão, agradeceu-lhe com a nomeação para bispo de Antivari, no Montenegro.
Fr. Giovanni da Pian del Carpine morreu a 1 de agosto de 1252. Deixou como grande legado a sua obra já referida, que para além dos quatro capítulos iniciais respeitantes à geografia, usos, costumes, religiões dos Tártaros, possui depois informes acerca dos exércitos, uma síntese histórica do império e do seu engrandecimento, mas também com descrições das crueldades, entre outras. A sua Hystoria Mongolorum é pois uma obra de grande valor histórico e etnográfico, com várias publicações em diversas línguas.
Em 1223, era custódio (organização subprovincial dos Franciscanos) da Saxónia, passando para Colónia em 1224, de que foi ministro provincial (superior maior de uma circunscrição regional da sua Ordem) a partir de 1228, cargo que desempenhou com grande zelo e fervor missionário, fundando conventos na Escandinávia, Hungria e Boémia.
Em 1230, está na Itália de novo, a testemunhar a trasladação do féretro de S. Francisco de Assis, que morreu em 1226 e foi canonizado em 1228. Nesse ano de 1230, passou a Espanha, onde foi também ministro provincial.
Em 1232 está de novo na Alemanha com incumbência da expansão franciscana para a Polónia, Boémia e Saxónia. Ficou provincial na Saxónia até 1239 e manteve um bom relacionamento com o duque da Boémia.
Naquele ano, deixou a Saxónia, voltando ao provincialato de Colónia. Mas, em 1245, o papa Inocêncio IV incumbiu-o da missão diplomática de embaixador junto do Grande Khan mongol, ou "dos Tártaros". Esta missão celebrizou Fr. Giovanni para sempre, pelo testemunho escrito da sua viagem, intitulada Hystoria Mongolorum. Foi acompanhado de Fr. Benedetto Polono e de outros companheiros, com uma carta do papa, enfrentando uma longa viagem até à corte do Grande Khan Guyuk, sucessor de Ogedei desde 1241, com o qual se encontrou em Karakorum. A missão junto do Grande Khan tinha um duplo objetivo: convencer o imperador a deixar os Cristãos em paz, no seu império, e, por outro lado, o de tentar perceber as intenções dos Mongóis em termos de guerra, de invasões da Europa. Para tal, Fr. Giovanni estudou a estratégia militar dos Mongóis, que depois fez chegar junto do papa que a divulgou junto dos reis da Cristandade Ocidental. Passou quatro meses na corte de Guyuk, assistiu mesmo à sua coroação, e sempre com tato diplomático e palavras certas soube levar a bom curso a sua missão.
Um ano e quatro meses depois da partida para Oriente, em 1247, Fr. Giovanni encontrava-se em Lyon, onde entregou ao papa a carta de resposta de Guyuk. O papa ficou agradado com a missão, que considerou bem executada, o que o levou a confiar uma segunda embaixada a Fr. Giovanni, mas desta feita na Europa, na corte de (S.) Luís IX, rei de França (1226-70), para convencer o soberano a lutar contra os Turcos na Terra Santa. Na sequência desta missão, agradeceu-lhe com a nomeação para bispo de Antivari, no Montenegro.
Fr. Giovanni da Pian del Carpine morreu a 1 de agosto de 1252. Deixou como grande legado a sua obra já referida, que para além dos quatro capítulos iniciais respeitantes à geografia, usos, costumes, religiões dos Tártaros, possui depois informes acerca dos exércitos, uma síntese histórica do império e do seu engrandecimento, mas também com descrições das crueldades, entre outras. A sua Hystoria Mongolorum é pois uma obra de grande valor histórico e etnográfico, com várias publicações em diversas línguas.
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Como referenciar
Giovanni da Pian del Carpine na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$giovanni-da-pian-del-carpine [visualizado em 2026-06-12 23:47:15].
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