História da Literatura Portuguesa
Obra redigida em parceria por dois grandes vultos da história e da crítica literária do século XX, Óscar Lopes e António José Saraiva, a História da Literatura Portuguesa, ao longo das suas sucessivas edições, revistas e aumentadas, procurou colocar ao alcance dos meios escolares e académicos, de estudantes e de simples estudiosos do fenómeno literário, as aquisições eruditas da investigação da história literária portuguesa, ao mesmo tempo que as correlacionava com factos históricos, sociais e culturais.
Uma das suas premissas consistia, com efeito, segundo o prefácio à sua primeira edição, na segunda metade da década de cinquenta, na tentativa de esboçar "as condições histórico-sociais que devem servir à compreensão da nossa história literária". Nesse prefácio, considerando a obra literária como um documento histórico, os autores dirigem a sua perspetiva para a análise rigorosa das questões que o texto literário suscitava, nomeadamente, "em que época foi produzido; quem o produziu; a quem se destinava; que facto ou factos o suscitaram ou interferiram na sua fatura; para quê foi produzido". Ao mesmo tempo, como repositório cultural de uma tradição coletiva, postularam os autores, desde as suas primeiras edições, que "Tanto pela língua como pelos temas, a literatura é talvez de todas as atividades artísticas a mais ligada a uma nacionalidade", vivendo não só da permanente interdependência com o seu meio linguístico e humano de origem, como da interação com o conjunto das histórias literárias estrangeiras que a influenciam.
Por outro lado, o desafio da atualização de uma obra que atravessou em vida editorial cerca de meio século impôs aos seus autores uma necessidade de adaptação a novas circunstâncias históricas e literárias, para além de uma transigência individual face às suas próprias evoluções pessoais e ideológicas. O espírito de síntese, o rigor da análise na inserção de autores e obras nos seus contextos, a sua abertura à evolução da contemporaneidade são algumas das razões do seu sucesso, mantendo-se, ainda hoje, uma obra de referência incontornável para o estudo da História da Literatura Portuguesa.
Uma das suas premissas consistia, com efeito, segundo o prefácio à sua primeira edição, na segunda metade da década de cinquenta, na tentativa de esboçar "as condições histórico-sociais que devem servir à compreensão da nossa história literária". Nesse prefácio, considerando a obra literária como um documento histórico, os autores dirigem a sua perspetiva para a análise rigorosa das questões que o texto literário suscitava, nomeadamente, "em que época foi produzido; quem o produziu; a quem se destinava; que facto ou factos o suscitaram ou interferiram na sua fatura; para quê foi produzido". Ao mesmo tempo, como repositório cultural de uma tradição coletiva, postularam os autores, desde as suas primeiras edições, que "Tanto pela língua como pelos temas, a literatura é talvez de todas as atividades artísticas a mais ligada a uma nacionalidade", vivendo não só da permanente interdependência com o seu meio linguístico e humano de origem, como da interação com o conjunto das histórias literárias estrangeiras que a influenciam.
Por outro lado, o desafio da atualização de uma obra que atravessou em vida editorial cerca de meio século impôs aos seus autores uma necessidade de adaptação a novas circunstâncias históricas e literárias, para além de uma transigência individual face às suas próprias evoluções pessoais e ideológicas. O espírito de síntese, o rigor da análise na inserção de autores e obras nos seus contextos, a sua abertura à evolução da contemporaneidade são algumas das razões do seu sucesso, mantendo-se, ainda hoje, uma obra de referência incontornável para o estudo da História da Literatura Portuguesa.
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Como referenciar
História da Literatura Portuguesa na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$historia-da-literatura-portuguesa [visualizado em 2026-06-20 23:27:13].
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