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ião

A transformação em ião ocorre mediante o fornecimento de energia a um átomo, passando este para um estado de energia superior - estado excitado. Se esta energia for suficiente, pode mesmo fazer com que o átomo perca um ou mais eletrões, transformando-se então em ião.
Assim, num ião, o número de eletrões é diferente do número de protões.
Quando um átomo perde eletrões, fica com carga elétrica positiva, isto é, fica com menos eletrões que protões. Neste caso forma-se um ião positivo também designado por catião.
Pelo contrário, quando um átomo ganha eletrões, fica com carga elétrica negativa, isto é, fica com excesso de eletrões relativamente ao número de protões. Neste caso forma-se um ião negativo ou anião.
Quando um ião é formado a partir de um só átomo, denomina-se de ião monoatómico.
Quando dois iões apresentam o mesmo número de eletrões dizem-se partículas isoeletrónicas.
Os iões podem formar-se por dissociação eletrolítica. Os próprios cristais dos eletrólitos são também constituídos por iões.
Os gases também se podem ionizar por ação do calor, radiações de isótopos radioativos, raios X e luz ultravioleta, e deste modo convertem-se em condutores elétricos.
São exemplos de iões mais comuns os seguintes: H+ (hidrogénio), Na+ (sódio), K+ (potássio), Ag+ (prata), Fe2+ (ferro II), Mg2+ (magnésio), Ca2+ (cálcio), NH4+ (amónio), Cl- (cloreto), O-2 (óxido), PO43- (fosfato), NO3- (nitrato) e HO- (hidróxido).
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