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Igreja de S. Pedro (Leiria)

O presente templo de S. Pedro foi o segundo a ser construído em Leiria, datando provavelmente do final do século XII, embora seja, por vezes, remetida a sua fundação para a centúria seguinte. Depois da Igreja da Pena, erigida no reinado de D. Afonso Henriques e reconstruída no século XIV, S. Pedro serviu de Sé até 1574, data em que o cabido se mudou para a nova catedral iniciada em 1559. Na transição do século XII para o XIII ampliou-se a frontaria, que foi deslocada, em detrimento, provavelmente, do original campanário.À medida que a sua área paroquial foi restringida, também seria progressivamente esquecida e desativada, até que de celeiro passou a teatro (até 1880), acumulou desperdícios e finalmente terminou em baldio. De 1933 a 1937 sofreu obras de beneficiação e restauro por parte da D.G.E.M.N., reabrindo ao culto em 1940.
O templo insere-se no estilo românico, abrindo-se na fachada através de pórtico que enquadra quatro arquivoltas definidas por arco de volta perfeita, assentes em fustes cilíndricos, sobrepujados por capitéis zoomórficos - nas aduelas das arquivoltas encontra-se decoração esculpida de botões. O pórtico insere-se em gablete com cimalha ornada de renque de figuração humana esculpida. Na cabeceira corre exteriormente cachorrada de cabeças de carneiro e palmas estilizadas, para além de algumas siglas. Uma rosácea, e diversas frestas inseridas na estrutura da parede do fundo das absidais (sobre os arcos dos absidíolos), fornecem iluminação. Sobre as frestas corre cordão relevado com decoração esculpida de cariz vegetalista.O interior do templo é de nave única com cobertura de madeira. Possui abside ladeada por dois absidíolos com abobadamento em meio canhão, comunicante com a nave por arcos de volta perfeita, de volumosa molduração e capitéis românicos. A capela-mor, bastante profunda, apresenta dois arcos apoiados em colunas praticamente inseridas na espessura da parede, sobrepujados por capitéis fitomórficos. Tal como os absidíolos, apresenta cobertura abobadada. Os três altares da abside e os colaterais foram fruto da reconstrução de 1940.

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