Igreja de S. Pedro (Vila Real)
Localmente conhecida como a Capela Nova, a Igreja de S. Pedro vila-realense exibe um traçado barroco em que se fazem sentir certas linhas classicizantes. Por esta convergência de estilos, a atribuição da autoria do projeto ao italiano Nicolau Nasoni, feita por alguns historiadores, não reúne consenso. A Igreja dos Clérigos, de invocação de S. Pedro, situa-se no espaço convergente de duas ruas dominadas por construção setecentista. No seu traçado barroco fazem-se sentir as linhas classicizantes. Por tal facto, alguns autores não concordam que a sua autoria seja atribuída a Nicolau Nasoni, uma vez que os traços arquitetónicos deste se caracterizam por grande turgidez de formas. Não há consenso entre os historiadores quanto à data da edificação da igreja nem quanto ao autor do projeto.
A fachada é dominada por duplo entablamento. O pórtico é formado por pilastras e rematado por frontão de elegante recorte de linhas curvas e contracurvadas profusamente decorado. Este é sobrepujado por um óculo gradeado e terminado por cornija ondeada. Desta partem vários ornatos estilizados, ondulantes, que ladeiam o óculo, prolongando-se até aos flancos da porta. A coroar este conjunto de elementos arquitetónicos, podemos apreciar uma pequena e bem traçada cartela que obriga o primeiro entablamento - dividindo a fachada em dois setores - a tornar-se curvo, de modo a poder abrigá-la. Este entablamento, de cornijas fortemente ressaltadas e prolongado nas paredes laterais, é sustentado por quatro colunas toscanas de gosto classicista, dispostas duas a duas e enquadrando o portal. As colunas assentam em elevados pedestais, preenchidos com estilizados ornatos de cariz vegetalista. O segundo entablamento, o do remate da fachada, apresenta igualmente cornija muito saliente, com contorno central curvo e ressaltado na continuidade das colunas. Mostra ao centro grande cartela, formada por composição de "S" enrolados nas extremidades, sobrepujados por concheados, e enquadrada por moldura de contorno mistilíneo. Lateralmente, entre pilastras, colocam-se elementos fitomórficos dispostos em cachos. O mesmo motivo aparece entre as colunas na parte inferior.
A coroar a frontaria estão três esculturas monumentais, figurando ao centro S. Pedro e lateralmente dois anjos, o da esquerda segurando umas chaves e o da direita um báculo. A conjugação dos elementos italianizantes com os mais ritmados do Barroco nortenho imprime uma bonita e equilibrada dinânica ao frontispício. De referir também o arranque de uma torre sineira, aposta ao alçado principal, que, pelas suas fundações, levaria a crer que seria monumental.
O interior, de nave única, é o resultado de uma magnífica harmonização de todos os elementos arquitetónicos e decorativos. A nave apresenta cobertura em abóbada de berço com caixotões de molduras ressaltadas, policromas, com rosetas aplicadas nos ângulos. Na nave destacam-se, nos altares laterais, os retábulos de boa talha dourada do século XVIII e os azulejos historiados que revestam o lambrim das paredes. A capela-mor apresenta a cobertura dividida em dois setores, o primeiro com abóbada de berço e o segundo em concha. Reveste o pano de fundo um retábulo de gosto clássico em talha dourada e ainda duas grandes pinturas com boas molduras de talha.
A Igreja do Clérigos guarda ainda boas obras de ourivesaria, entre as quais alfaias litúrgicas, como nos é testemunhado pela notável custódia do século XVII.
A coroar a frontaria estão três esculturas monumentais, figurando ao centro S. Pedro e lateralmente dois anjos, o da esquerda segurando umas chaves e o da direita um báculo. A conjugação dos elementos italianizantes com os mais ritmados do Barroco nortenho imprime uma bonita e equilibrada dinânica ao frontispício. De referir também o arranque de uma torre sineira, aposta ao alçado principal, que, pelas suas fundações, levaria a crer que seria monumental.
O interior, de nave única, é o resultado de uma magnífica harmonização de todos os elementos arquitetónicos e decorativos. A nave apresenta cobertura em abóbada de berço com caixotões de molduras ressaltadas, policromas, com rosetas aplicadas nos ângulos. Na nave destacam-se, nos altares laterais, os retábulos de boa talha dourada do século XVIII e os azulejos historiados que revestam o lambrim das paredes. A capela-mor apresenta a cobertura dividida em dois setores, o primeiro com abóbada de berço e o segundo em concha. Reveste o pano de fundo um retábulo de gosto clássico em talha dourada e ainda duas grandes pinturas com boas molduras de talha.
A Igreja do Clérigos guarda ainda boas obras de ourivesaria, entre as quais alfaias litúrgicas, como nos é testemunhado pela notável custódia do século XVII.
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Como referenciar
Igreja de S. Pedro (Vila Real) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-de-s.-pedro-(vila-real) [visualizado em 2026-06-14 07:15:42].
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