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Ilha de Java

A capital é Jacarta. Quarta ilha do país pela sua extensão, a mais densamente povoada e a de maior importância económica e política, é atravessada, de Oeste para Este, por uma cadeia montanhosa constituída por numerosos vulcões, muitos dos quais ativos. O vulcão Gunung Semeru (3 676 m de altitude), situado na zona Oriental, é a maior elevação da ilha.
A Norte da cadeia montanhosa estende-se uma fértil planície litoral, enquanto a Sul fica um alinhamento de planaltos calcários.
Numerosos rios atravessam o território, entre os quais se salienta o Bengawan Solo que desagua, tal como os demais rios importantes, no Mar de Java.
Possui clima tropical de monção, com estação seca de junho a outubro. A temperatura média anual é de 27,5 º C e as precipitações aproximam-se de 2000 mm no Oeste e diminuem até 1500 mm no Este.
A vegetação natural tem retrocedido devido à extensão das culturas, na zona Oriental predomina a savana e na Ocidental a floresta tropical (teca, ébano, sândalo, bambus). Apesar do desenvolvimento industrial que tem experimentado a ilha nos últimos anos, a maior parte da população dedica-se à agricultura. A principal cultura é o arroz, que cobre cerca de 50% da superfície cultivável. Outras culturas relevantes são as plantas oleaginosas (amendoim, palmeira-de-azeite, soja), o chá, o tabaco, os pomares (citrinos, ananás, bananas) e a cana-de-açúcar, que fornece a quase totalidade do açúcar do país.
A exploração florestal tem grande importância. Entre os seus produtos sobressaem a teca e a borracha. O petróleo e o gás natural, obtidos em quantidades consideráveis, desempenham um papel económico de primeira ordem, a nível local e nacional.
Possui indústrias metalúrgicas (alumínio), de materiais de construção (cimento, telhas), de montagem de automóveis, de papel, têxtil e de tabaco, assim como destilarias. Tem refinarias de petróleo e estaleiros navais.
Em Java encontram-se três das quatro cidades mais importantes do país: Jacarta, Bandung e Surabaya.
Os restos humanos encontrados por E. Dubois em finais do século XIX e depois por G. von Koenigswald, em 1937 (pitecantropo de Trinil, neandertaloide de Solo) demostraram que Java foi habitada desde os começos da Humanidade. A ilha conheceu também um desenvolvimento importante no Neolítico, com a civilização de Dong Son. A partir do século IV d. C. começou a colonização indiana na ilha. Os primeiros monumentos hindus datam do século VII. Esta influência desenvolveu-se e floresceu depois no império Majapahit desde 1293 até princípios do século XVI, altura em que foi destruída pelos muçulmanos. Estes passaram desde então a dominar cultural e religiosamente a ilha. Em 1511 chegaram os portugueses, logo após a conquista de Malaca, nesse mesmo ano. Em finais do século XVI, começaram a ser substituídos pelos holandeses, da V. O. C. (Companhia das Índias Orientais).
A influência portuguesa limitou-se quase exclusivamente ao setor comercial. Portugal instalou ali feitorias para garantir o seu comércio e navegação. As relações luso-javanesas estiveram particularmente ativas entre 1520 e 1570.
Os holandeses surgiram nas costas de Java em 1596, quando o poderio naval português entrava em rápido declínio após ter praticamente perdido a independência ao ver a sua coroa unida à de Espanha. Durante o primeiro quartel do século XVII, Portugal perdeu as suas feitorias de Java.
Java foi integrada na república da Indonésia aquando da formação desta em 1945.
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