Imperadores Bizantinos (455 d. C .-472 d. C.)
O Império Romano do Ocidente coexistiu, antes do seu final em 476 d. C., com duas Dinastias do Império Romano do Oriente: Dinastia de Constantino e Dinastia de Teodósio. Fundada por Constantino I em 324 d. C., a Dinastia Constantiniana foi constituída por vários imperadores sendo cinco os mais importantes: Constantino I (324 d. C.-337 d. C.), Constâncio I (337 d. C.-361 d. C.), Juliano o Apóstata (361 d. C.-363 d. C.), Joviano (363 d. C.-364 d. C.) e Valente (364 d. C.-378 d. C.).
Até à data da queda do Império Romano do Ocidente, incluem-se, no Oriente, sob a designação de Dinastia de Teodósio seis imperadores: Teodósio I (379 d. C.-395 d. C.), Arcádio (395 d. C.-408 d. C.), Teodósio II (408 d. C.-450 d. C.), Marciano (450 d. C.-457 d. C.), Leão I (457 d. C.-474 d. C., este já do grupo dos "Bizantinos") e Zenão (ou Zeno 474 d. C.-491 d. C.).
Da sucessão de Teodósio I governaram no Ocidente Honório (sob a regência do visigodo Estilicão, em 395-423), João (423-425), Valentiniano III (425-455) e Petrónio Máximo (455). Depois, vem o grupo "dinástico" dos Imperadores "Bizantinos": no Ocidente, Ávitos (455-456), Majoriano (457-461), Líbio Severo (461-465), Antémio (467-472) e Olíbrio (472); no Oriente, Leão I (457-474). A seguir a este período entre 455 e 472, vem a rápida Capitulação de Roma (que ocorreu em 476).
O Império Bizantino, constituído pela parte Oriental do Império, foi fundado em 330 d. C., com a inauguração da Cidade de Constantinopla, por Constantino. Esta cidade, até aqui conhecida como Bizâncio, tornou-se capital do Império Romano nesta data, mas só mais tarde se tornou na verdadeira capital das províncias do Oriente. Após a morte de Constantino, a disputa entre os herdeiros ao trono imperial, as sucessivas invasões bárbaras e a grave crise financeira do Império aceleraram o processo de separação entre o Ocidente e o Oriente. Com a morte de Teodósio I, em 395 d. C., o Império é separado oficialmente entre os seus dois filhos: Honório (Imperador do Ocidente) e Arcádio (Imperador do Oriente). Com a queda do Império do Ocidente, o Império do Oriente tentou reunir todo o Império Romano sob o seu poder, esforço alcançado apenas parcialmente com Justiniano I, fundador da Dinastia Justiniana.
A harmonia entre a Igreja e a autoridade imperial, instituída por Constantino I, dominou e caracterizou toda a história do poder imperial Bizantino, até à sua queda em 1453, perante os Turcos.
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