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Império Napoleónico

O império foi proclamado a 18 de maio de 1804, mas a sua preparação é feita no período do Consulado, primeiramente compartilhado e limitado, depois vitalício (1802). A subida ao poder de Napoleão Bonaparte deve-se à necessidade de um salvador da pátria, alguém capaz de manter a ordem das conquistas burguesas e, ao mesmo tempo, a ordem restauradora da soberania popular.
É no contexto da ascensão ao poder de Napoleão Bonaparte que a Constituição do Ano XII proclama que «O Governo da República está confiado a um imperador, que toma o título de Imperador dos Franceses (...) a dignidade imperial é hereditária na descendência direta, natural e legítima de Napoleão Bonaparte, por linha masculina». Tal parecia não ser o fim da república pois a mesma Constituição impunha ao Imperador um juramento segundo o qual manteria e respeitaria a República. Contudo, a evolução será na direção das ideias reacionárias e na perda de força da energia reformadora. A expansão do império, na procura de uma grandeza à semelhança de Roma, foi gorada pelos sucessivos movimentos nacionalistas. Após o fracasso na Rússia, em 1812, e de sucessivas derrotas, Napoleão vê-se forçado a abdicar em 1814 (6 de abril) ante a pressão da burguesia dirigente. Ainda retorna mas é definitivamente derrotado em Waterloo (junho de 1815), sendo desterrado para Santa Helena. Napoleão, apesar de tudo, criou condições para o desenvolvimento do capitalismo: o direito do Estado às riquezas do solo e a constituição de sociedades anónimas. Exteriormente significou o início decisivo da queda das estruturas feudais, espalhando os ideais da Revolução Francesa de 1789.

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