Independência do Transvaal e de Orange
Hostis ao desenvolvimento da colonização britânica na Província do Cabo, os boers ("lavradores", em afrikaan) emigram para o Norte da África do Sul (Groot Trek, ou "Grande Marcha"), entre 1834-39, estabelecendo-se principalmente num território situado além do rio Vaal. Esse território passa, assim, a ter o nome de Transvaal.
Em 1852, a Grã-Bretanha reconhece a independência do país, organizado em República por Marthinus Pretorius (n. 1819 - m. 1901). Contudo, em 1877 é anexado pelos britânicos, reconquistando a independência, em 1880-81, sob a direção de Paulus Kruger, eleito presidente da República em 1883.
Imigrantes anglo-saxões (uitlanders) para ali afluem, atraídos pelas riquezas minerais (ouro no Witwatersrand, diamantes em Kimberley, etc.).
Na sequência da Guerra dos Bóeres (1899-1902), ganha pelos britânicos, o Transvaal torna-se uma colónia inglesa.
Em 1910, participa na formação da União Sul-Africana, de que o general Botha (n. 1862 - m. 1919), no poder no Transvaal, é um dos promotores.
Quanto a Orange, a sua história é menos marcante: para além de ser menos povoado, quase só serviu de ponto de passagem. Foi fundado em 1836 pelos bóeres, no Grande Trek, seguindo o curso histórico do seu vizinho mais rico. Teve, por outro lado, uma proximidade geográfica maior com os ingleses do Cabo e de Natal.
Em 1842, ali afluem bóeres expulsos de Natal, no Leste. Opondo-se ao estabelecimento inglês no país dos Cafres (Natal), estes são expulsos pelos britânicos em 1848. Harry Smith funda, com colonos do Cabo, a colónia do rio Orange, que força Pretorius, líder boer, a atravessar o Vaal. Porém, em 1852, os ingleses ordenam a evacuação da colónia, devido a guerras com os sotos (povos bantus) e reconhece, porém, em 1854, na Convenção de Bloemfontein, o Estado Livre de Orange.
Em 1867, são ali descobertos diamantes. Acontece uma nova vaga britânica vinda do Cabo, dando-se a união do Orange a esta colónia. Brand, o presidente de Orange (1864-88), arbitra as guerras entre britânicos e o Transvaal, em 1881.
Em 1896, o presidente Steyn alia-se ao Transvaal, apoiando-o na guerra dos bóeres contra os ingleses.
Em 1900, Bloemfontein é ocupada por estes, assinando-se a Paz de Vereeniging em maio de 1902. Orange passa a ser uma colónia inglesa.
Em 1907, torna-se autónoma e, em 1910, entra na União Sul-Africana.
Em 1852, a Grã-Bretanha reconhece a independência do país, organizado em República por Marthinus Pretorius (n. 1819 - m. 1901). Contudo, em 1877 é anexado pelos britânicos, reconquistando a independência, em 1880-81, sob a direção de Paulus Kruger, eleito presidente da República em 1883.
Imigrantes anglo-saxões (uitlanders) para ali afluem, atraídos pelas riquezas minerais (ouro no Witwatersrand, diamantes em Kimberley, etc.).
Na sequência da Guerra dos Bóeres (1899-1902), ganha pelos britânicos, o Transvaal torna-se uma colónia inglesa.
Em 1910, participa na formação da União Sul-Africana, de que o general Botha (n. 1862 - m. 1919), no poder no Transvaal, é um dos promotores.
Quanto a Orange, a sua história é menos marcante: para além de ser menos povoado, quase só serviu de ponto de passagem. Foi fundado em 1836 pelos bóeres, no Grande Trek, seguindo o curso histórico do seu vizinho mais rico. Teve, por outro lado, uma proximidade geográfica maior com os ingleses do Cabo e de Natal.
Em 1842, ali afluem bóeres expulsos de Natal, no Leste. Opondo-se ao estabelecimento inglês no país dos Cafres (Natal), estes são expulsos pelos britânicos em 1848. Harry Smith funda, com colonos do Cabo, a colónia do rio Orange, que força Pretorius, líder boer, a atravessar o Vaal. Porém, em 1852, os ingleses ordenam a evacuação da colónia, devido a guerras com os sotos (povos bantus) e reconhece, porém, em 1854, na Convenção de Bloemfontein, o Estado Livre de Orange.
Em 1867, são ali descobertos diamantes. Acontece uma nova vaga britânica vinda do Cabo, dando-se a união do Orange a esta colónia. Brand, o presidente de Orange (1864-88), arbitra as guerras entre britânicos e o Transvaal, em 1881.
Em 1896, o presidente Steyn alia-se ao Transvaal, apoiando-o na guerra dos bóeres contra os ingleses.
Em 1900, Bloemfontein é ocupada por estes, assinando-se a Paz de Vereeniging em maio de 1902. Orange passa a ser uma colónia inglesa.
Em 1907, torna-se autónoma e, em 1910, entra na União Sul-Africana.
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Como referenciar
Independência do Transvaal e de Orange na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$independencia-do-transvaal-e-de-orange [visualizado em 2026-06-09 10:04:22].
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