Indústria do Aço
Considerado um material indispensável pelas qualidades de maleabilidade e durabilidade, além do baixo preço de obtenção, o aço foi alvo no século XIX das primeiras tentativas de produção em elevadas quantidades, pelas mãos de H. Bessemer, W. Siemens, Pierre e Émile Martin e os primos Gilchrist. O sucesso das suas tentativas fez com que a indústria do aço se pudesse tornar uma das mais poderosas no século XXI.
O aço, liga composta por determinadas percentagens de carbono e ferro, tornou-se um material muito apetecido devido à ductilidade, ao fácil manejamento do composto para conseguir efeitos e comportamentos diversos e à disponibilidade de matéria prima (ferro e sucata, por exemplo), além de que uma longa experiência possibilitou novas formas de trabalho e uso deste composto.
A partir de 1855 Henry Bessemer introduziu um conversor que permitiu iniciar a produção em massa de aço, sem os problemas de falta de madeira e afins que dificultavam os processos anteriores. O ferro impuro derretido a elevadas temperaturas na fornalha de ar quente era impelido para um grande recipiente e o ar quente era então soprado por debaixo do ferro derretido e o carvão do composto ardia na quantidade desejada, tornando-se a mistura mais pura e mantendo-se líquida por ação da combustão do carvão.
O ar quente era cortado quando se considerava a mistura no ponto ideal, chegando este aparelho a converter em meia hora 25 toneladas de ferro em aço. O passo seguinte foi dado por Sir William Siemens, que em 1867 desenhou uma fornalha melhorada com um sistema de tijolos para pré-aquecer o ar, e em 1868 Émile e Pierre Martin conseguiram fazer com que o processo encurtasse ao medir a porção de carvão presente na mistura, tendo este sistema de produção massiva de aço, assim como o de Bessemer, imperado durante um largo período de tempo.
Em 1878 foi a vez de Sidney Thomas e Percy Gilchrist inserirem modificações no processo de Bessemer e contribuírem para o aumento e diversidade geográfica da produção, uma vez que passou a ser possível o uso de minerais com alto teor de enxofre e fósforo, que eram eliminados pela introdução de dolomite ou calcário. A produção aumentou, os preços desceram e as 22 toneladas de aço fabricadas em 1867 tornaram-se um milhão em 1880, enquanto que entre 1900 e 2004 a produção mundial de aço passou de 28 para 1057 milhões de toneladas.
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